Cardeal espera comportamento responsável de todos os portugueses, numa nova fase de desconfinamento

Foto: Santuário de Fátima

Fátima, 03 mai 2021 (Ecclesia) – O cardeal António Marto disse à Agência ECCLESIA  que os peregrinos têm mostrado “vontade” de regressar a Fátima depois do período de confinamento devido à pandemia.

“Tenho ouvido dos peregrinos a ânsia e da vontade de regressar a Fátima, para visitar Nossa Senhora, celebrar a fé e reencontrarem em comunidade com os irmãos de todo o país”, disse o bispo de Leiria-Fátima, que este sábado acompanhou a Peregrinação Nacional dos Acólitos ao Santuário de Fátima.

Esta celebração marcou o reinício das peregrinações à Cova da Iria.

D. António Marto espera que “Nossa Senhora proteja o país” e ajude as pessoas “a tomarem consciência da responsabilidade própria” neste momento de desconfinamento.

O bispo de Leiria-Fátima considera que “através da vacinação e do respeito pelas regras sanitárias” é possível chegar a “uma imunidade pública e coletiva e vencer a pandemia”.

A Covid-19 teve um impacto significativo no número de peregrinos que se deslocou a Fátima, no último ano.

“Em 2018 visitaram o santuário sete milhões de peregrinos, em 2019 cerca de seis milhões e meio e em 2020 um milhão e 400 mil”, precisou D. António Marto.

Com a nova fase de desconfinamento, as peregrinações voltaram ao Santuário nacional, mas o responsável católico alerta que “Fátima tem de dar o exemplo para todo o país”.

A Peregrinação Nacional dos Acólitos foi presidida pelo cardeal Jean Claude Hollerich, arcebispo do Luxemburgo e presidente do ‘Coetus Internationalis Ministrantium’ (CIM), a associação europeia de acólitos.

D. Jean Claude Hollerich, que foi acólito desde os sete anos de idade até terminar o liceu, referiu que ser chamado à santidade “não significa tornar-se um extraterrestre” e indicou que os primeiros passos começam com “pequenos gestos de serviço nas famílias, no grupo de amigos”.

No Luxemburgo existe uma grande comunidade de portugueses, e o cardeal referiu à Agência ECCLESIA que existem “muitos acólitos” e que “já aprendeu a celebrar a Missa em português” e usa a língua, quando Crisma os jovens.

O cardeal luxemburguês vai presidir às celebrações de agosto na Cova da Iria, “Peregrinação dos Emigrantes”, como é conhecida.

Já as celebrações do 13 de maio vão ser presididas por D. José Tolentino Mendonça, cardeal português que é apresentado pelo Santuário de Fátima como “uma das mais destacadas e proeminentes figuras” da Igreja Católica no país.

Em outubro, estará em Fátima o cardeal Sérgio da Rocha, arcebispo de Salvador da Bahia e primaz do Brasil.

As peregrinações internacionais têm como tema o mote do ano pastoral, “Louvai o Senhor que levanta os fracos”, inserindo-se na dinâmica para os próximos três anos – período em que o Santuário estará sintonizado com a preparação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), prevista para 2023 em Lisboa, “procurando responder aos novos desafios pastorais colocados pela pandemia”.

LFS/OC

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