D. José Alves afirmou que sociedade precisa dos estudantes que terminam formação académica

Évora, 04 jun 2018 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora desejou que os estudantes finalistas da universidade local sejam bons cristãos e cidadãos “empenhados na construção de uma sociedade nova, mais justa e mais humana”, na Eucaristia da Bênção das Pastas.

“Na sociedade as especializações profissionais devem ser respeitadas. Cada uma tem a sua importância e todas em conjunto permitem dar resposta às diferentes necessidades que surgem no quotidiano da vida humana”, disse D. José Alves, na igreja de São Francisco, em Évora.

Na homilia enviada hoje à Agência ECCLESIA, o arcebispo de Évora afirmou que a sociedade “precisa e conta” com os estudantes finalistas porque “não quer transformar-se numa sociedade envelhecida”.

“Precisa da vossa juventude e do vosso idealismo. Não quer cair no conformismo derrotista. Conta com a vossa capacidade criativa e inovadora. Não quer deixar-se arrastar pelas sendas do individualismo desenfreado”, realçou na Eucaristia presidida na igreja de São Francisco, este sábado.

D. José Alves explicou que a sociedade espera que os estudantes universitários sejam capazes de “percorrer os caminhos da harmonia social e da solidariedade” com os mais fracos e confia na sua “capacidade de reinterpretar a história e de projetar um mundo novo”.

“Não quer tornar-se complacente com o erro, nem com a injustiça, nem com a corrupção. Sede vós a transformá-la com a verdade, com a justiça e com a transparência social”, incentivou.

O arcebispo de Évora salientou que a sociedade teve a sua origem “no ser humano” e, ao longo dos tempos, “foi-se complexificando” pelos múltiplos grupos, instituições, empresas, comunidades, países, nações, culturas e religiões que foram surgindo.

Neste contexto, observou que cada um dos seres humanos é diferente dos outros, mas faz parte de um todo – “um corpo social – que precisa da colaboração de cada uma das partes” para que possa alcançar o bem comum.

Aos finalistas da Universidade de Évora, D. José Alves frisou que cada um tem a sua importância e conjunto “permitem dar resposta às diferentes necessidades” que surgem no quotidiano da vida humana.

“Quando vos inserirdes no mercado de trabalho, importa que, além do proveito e da realização pessoal, não percais de vista o bem comum, o bem do corpo social, que é o bem de todos. Se o nosso bem-estar depende dos outros, o bem-estar deles também depende de nós”, desenvolveu.

O arcebispo alertou também que todos os dias se apregoa “a liberdade e quase nunca se fala de responsabilidade”, e esse modo de proceder pode indiciar que se caminha para “uma supervalorização do individualismo, pondo de lado o sentido da cooperação social”.

D. José Alves disse aos finalistas universitários que a conclusão de um curso “assinala sempre uma etapa importante” na vida dos estudantes e que em conjunto querem “dar graças a Deus” que permitiu alcançar os ideais académicos.

“Imploramos abundantes bênçãos divinas, não para as vossas pastas, mas para vós, a fim de que, ao longo da nova etapa da vida que vos preparais para iniciar, vos seja concedido alcançar um elevado grau de realização pessoal, familiar e social”, acrescentou.

CB/OC

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