Pedro Vaz Patto participou no Encontro Nacional da Associação dos Médicos Católicos Portugueses

Foto Agência Ecclesia/PR, Pedro Vaz Patto, presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz

Lisboa, 09 out 2021 (Ecclesia) – Pedro Vaz Patto, Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, participou, este sábado, no Encontro Nacional da Associação dos Médicos Católicos Portugueses e destacou o “papel importante” dos médicos para ir “contra a corrente de derrubar alicerces e valores”.

“Não tenho esperança que esta lei da eutanásia venha a ter outro desfecho, mas em relação à questão deontológica, da parte dos médicos tem havido reações claras de manter os princípios deontológicos, por isso têm um papel muito importante de ir contra a corrente de derrubar alicerces e valores”, disse Pedro Vaz Patto.

O Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz defende que, “perante a transformação de mentalidades, consequência da lei”, é necessário “confiar mais nos médicos do que nos juristas”.

Pedro Vaz Patto evocou o primeiro princípio da inviolabilidade da vida humana e apontou a necessidade de perceber “com o que se conta no que diz respeito à aplicação da lei da eutanásia”.

“Estamos num beco sem saída, que se resolveria em não aprovar a legalização da eutanásia, eu costumo usar a imagem do alicerce do edifício, quando se derruba, o edifício desmorona, ora quando este princípio da inviolabilidade da vida humana é derrubado, há uma prevalência da autonomia sobre o valor da vida”, referiu.

O jurista chamou ainda a atenção para a “rampa deslizante” que se avista “perante uma lei de alcance cultural profundo, que leva a transformação de mentalidades”, onde o “valor da vida é sempre posto em causa”.

“Quando a morte provocada deixa de ser impensável ou que nem se discute e passa a ser normalizada, o clima social e cultural altera-se e aparece a morte provocada como solução para qualquer sofrimento”, alerta.

O encontro contou ainda com a participação de dois oradores internacionais que apresentaram números e factos da Bélgica, Holanda e Canadá que mostraram que a indeterminação da lei da eutanásia é inevitável e preocupante”.

SN

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