D. Manuel Felício pede «bom senso» aos deputados porque «está em causa o respeito pela vida»

Guarda, 29 mai 2018 (Ecclesia) – O bispo da Guarda pediu hoje “bom senso” aos deputados que se preparam para debater e vota quatro projetos de lei que propõem a despenalização da eutanásia.

“Não se esqueça de que estamos perante uma questão de transcendente importância, que não foi colocada ao eleitorado pelo atual quadro parlamentar”, escreve D. Manuel Felício, na nota enviada à Agência ECCLESIA.

Esta tarde, a partir das 15h00, os deputados na Assembleia da República vão analisar e discutir os quatro projetos de lei sobre a despenalização da eutanásia, que foram apresentados pelo PAN, o único partido político que tinha o tema no programa eleitoral, BE, PEV e PS.

O bispo da Guarda realça que os cuidados continuados ou paliativos servem para “libertar a pessoa do sofrimento quanto possível, sobretudo em situações extremas”.

“Concordamos em que é mais fácil e mais barato dar a morte do que cuidar da vida, nestes casos”, observa D. Manuel Felício, na nota também publicada no sítio online da Diocese da Guarda.

Para o prelado, “é legítimo exigir bom senso” porque está em causa “o respeito pela vida”.

“Atenda-se a que a democracia e os regimes democráticos existem e são bem-vindos para promover o bem de todas as pessoas e de cada uma delas na sua integralidade; nunca para o contrário”, desenvolve em resposta à sua pergunta “será um ato legítimo de representação parlamentar legislar sobre a eutanásia?”.

D. Manuel Felício na sua nota reflete também sobre a pergunta se é “legítimo dar a morte a quem a pede”.

“Aparentemente é um ato de liberdade pedir a morte como também é respeito pela liberdade satisfazer esse pedido. A realidade, porém, é outra”, começa por assinalar.

O bispo da Guarda afirma que “respeitar a liberdade, antes que dar a morte”, é dar as condições de vida que faltam a quem pede que antecipem a morte.

CB/OC

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