Visita decorre até 15 de setembro, apresentando-se como «peregrinação espiritual»

Cidade do Vaticano, 12 set 2021 (Ecclesia) – O Papa iniciou hoje a sua primeira visita à Hungria e Eslováquia, até 15 de setembro, passando por Budapeste, cidade que acolhe o Congresso Eucarístico Internacional.

“Peço-lhes que me acompanhem com a oração e confio esta visita à intercessão de tantos heroicos confessores da fé que testemunharam o Evangelho naqueles lugares no meio de hostilidades e perseguições”, escreveu na sua conta do Twitter.

Francisco partiu esta manhã de Roma rumo à capital húngara, onde chegou pelas 07h42 locais (menos uma em Lisboa).

No Aeroporto Internacional de Budapeste, o Papa foi recebido pelo vice-primeiro ministro da República da Hungria, Zsolt Semjén, e duas crianças em trajes tradicionais, antes de seguir, em veículo fechado, para o Museu de Belas Artes de Budapeste.

A agenda inclui um encontro privado com o presidente húngaro, Janos Ader, e com o primeiro-ministro Viktor Orban, no Museu de Belas Artes de Budapeste, seguindo-se uma reunião com bispos católicos e um encontro com representantes do Conselho Ecuménico das Igrejas e comunidades judaicas, sempre no mesmo local.

Às 11h30, o Papa vai presidir à Missa de encerramento do 52.º Congresso Eucarístico Internacional, na Praça dos Heróis.

Menos de sete horas depois da chegada à Hungria, Francisco parte rumo a Bratislava, onde vai promover um encontro ecuménico, pelas 16h30, na Nunciatura Apostólica; uma hora depois, como habitualmente acontece nas viagens internacionais, tem lugar um encontro privado com membros da Companhia de Jesus (Jesuítas).

A cerimónia oficial de boas-vindas acontece a 13 de setembro, no Palácio Presidencial em Bratislava, pelas 09h15, seguindo-se a visita de cortesia ao chefe de Estado eslovaco e o encontro com autoridades, representantes da sociedade civil e o corpo diplomático.

A Catedral de São Martinho, em Bratislava, recebe o encontro do Papa com bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas e catequistas da Eslováquia; de tarde, Francisco faz uma visita privada ao “Centro Belém” em Bratislava, antes de encontrar-se com a comunidade judaica na Praça ‘Rybné námestie’.

O segundo dia de viagem conclui-se com visitas do presidente do Parlamento e do primeiro-ministro eslovacos à Nunciatura Apostólica.

A 14 de setembro, Francisco segue para Kosice, 400 quilómetros a leste de Bratislava, uma região próxima da Ucrânia, onde preside à Divina Liturgia Bizantina de São João Crisóstomo; de tarde, o Papa encontra-se com a comunidade cigana no bairro Lunik IX, antes de uma celebração com os jovens eslovacos no Estádio Lokomotiva, pelas 17h00.

O último dia da viagem, 15 de setembro, começa no Santuário Nacional de Sastin, cerca de 70 quilómetros a norte de Bratislava, que São João Paulo II visitou em 1995, com um momento de oração e a celebração da Missa.

A cerimónia de despedida, no Aeroporto Internacional de Bratislava, acontece às 13h30.

Francisco fez até hoje 33 viagens internacionais, nas quais visitou 50 países, passando pelo Brasil, Jordânia, Israel, Palestina, Coreia do Sul, Turquia, Sri Lanka, Filipinas, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba, Estados Unidos da América, Quénia, Uganda, República Centro-Africana, México, Arménia, Polónia, Geórgia, Azerbaijão, Suécia, Egito, Portugal, Colômbia, Mianmar, Bangladesh, Chile, Perú, Bélgica, Irlanda, Lituânia, Estónia, Letónia, Panamá, Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Bulgária, Macedónia do Norte, Roménia, Moçambique, Madagáscar, Maurícia, Tailândia, Japão e Iraque; as cidades de Estrasburgo (França), onde esteve no Parlamento Europeu e o Conselho da Europa; Tirana (Albânia), Sarajevo (Bósnia-Herzegovina) e Lesbos (Grécia).

OC

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