Cidade do Vaticano, 16 nov 2021 (Ecclesia) – O Papa enviou uma mensagem de agradecimento aos sacerdotes, religiosas e leigos católicos que ajudaram pessoas infetadas com VIH durante os anos 80 e 90 do século XX, nos Estados Unidos da América.

“Obrigado por iluminar a vida e o testemunho dos muitos sacerdotes, religiosas e leigos que escolheram acompanhar, apoiar e ajudar os seus irmãos e irmãs doentes de VIH e SIDA, com grande risco para a sua profissão e reputação”, assinala Francisco, numa carta ao jornalista Michael O’Loughlin, correspondente da revista ‘America’.

O jornalista é autor de um ensaio, recentemente publicado, sobre “A misericórdia escondida: a SIDA, os católicos e as histórias nunca contadas de compaixão diante do medo”.

O Papa destaca que, “em vez da indiferença, alienação e até mesmo condenação, estas pessoas deixaram-se comover pela misericórdia do Pai e permitiram que ela se tornasse a obra das suas próprias vidas”.

“Uma misericórdia discreta, silenciosa e escondida, mas ainda capaz de sustentar e dar novamente vida e história a cada um de nós”, acrescenta.

Enquanto arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio lavou os pés a 12 pessoas infetadas com o VIH, durante a celebração da Quinta-feira Santa de 2008.

Em janeiro de 2019, na visita ao Panamá por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, Francisco visitou a Casa ‘Bom Samaritano’, que acolhe pessoas seropositivas.

OC

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