Cardeal Pietro Parolin comentou a decisão do Pentágono transmitir em direto o fuzilamento de um militar

Roma, 10 out 2026 (Ecclesia) – O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin lembrou que a Igreja Católica é de “total oposição à pena de morte” e disse que “não é aceitável que se transforme a morte em espetáculo”.
“É realmente incompreensível que se queira utilizar esse sistema nos dias de hoje, não sei com que objetivos. Não é aceitável que se transforme a morte em espetáculo. Por mais que, naturalmente, a pessoa seja culpada, existem outros meios”, afirmou o cardeal Pietro Parolin à margem de um evento, em Roma, sobre John Henry Newman.
O cardeal secretário de Estado comentava a decisão do Pentágono de transmitir em direto o fuzilamento de Nidal Hassan, um ex-militar norte-americano, autor de um tiroteio que assassinou 13 pessoas e ferido 32, em 2009.
“O pensamento da Igreja é de total oposição à pena de morte”, afirmou o cardeal Pietro Parolin, citado pelo portal de notícias do Vaticano, acrescentando que a pena de morte “não é compatível com a dignidade humana e não constitui nenhum fator de dissuasão”
Também de acordo com o Vatican News, o presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, o arcebispo Coakley, opôs-se à “promoção bárbara de uma cultura da morte”, como classifica a decisão da transmissão do fuzilamento.
“De forma alguma as ações de Hassan podem ser justificadas, mas essa decisão é uma promoção bárbara de uma cultura da morte e deve ser reconsiderada”, afirmou.
PR
