Presidente da Conferência Episcopal diz que defesa do «ius soli» é resposta à dignidade de cada pessoa

Washington, 01 jul 2026 (Ecclesia) – O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos expressou o seu “alívio” pela decisão do Supremo Tribunal norte-americano que travou a tentativa da administração Trump de limitar a atribuição de cidadania à nascença.
“As crianças não cometem qualquer culpa ao nascer nos Estados Unidos e esse decreto tê-las-ia tornado apátridas”, alertou D. Paul S. Coakley, numa entrevista ao jornal italiano ‘Avvenire’, da Igreja Católica.
O responsável católico defendeu que as nações soberanas mantêm o direito de regular a imigração, mas advertiu que esse poder esbarra no dever inegociável de “proteger a dignidade de cada pessoa”.
“A nossa fé obriga-nos a protestar contra as leis que negam a dignidade da pessoa humana e prejudicam crianças inocentes”, acrescentou o arcebispo de Oklahoma City.
A ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA pretendia excluir da cidadania automática os filhos de imigrantes em situação irregular ou detentores de vistos temporários, uma medida que afetaria cerca de 260 mil menores por ano.
O Supremo Tribunal rejeitou o diploma por seis votos a favor e três contra, baseando a decisão na 14.ª Emenda da Constituição, ratificada em 1868, na qual se estabelece que os filhos de cidadãos em situação ilegal ou temporária estão sujeitos à jurisdição do país e são cidadãos desde o nascimento.
Donald Trump desafiou o Congresso a avançar com legislação ordinária para acabar com a cidadania por nascimento.
OC
