Lisboa, 09 jul 2019 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) alerta que continua a “repressão” na Eritreia com “prisão de fiéis” e “expulsão de diversas irmãs” que trabalhavam e viviam em centros de saúde, “deixando-as no mais completo abandono”.

“Privar a Igreja de cuidar dessas instituições é minar a sua própria existência e expor os seus trabalhadores à perseguição religiosa”, escreveram os quatro bispos da Eritreia numa carta ao ministro da Saúde, Amna Nurhusein.

O secretariado português da AIS divulga que os bispos consideraram “profundamente injusto” o Governo ter encerrado unidades de saúde, algumas com mais de 70 anos de atividade.

O Governo eritreu interditou três hospitais, dois centros de saúde e 16 clínicas e os soldados “confiscaram os centros de atendimento médico” administrados pela Igreja Católica e forçaram os pacientes a deixarem esses espaços.

A AIS contabiliza que o encerramento dessas estruturas hospitalares “deixa cerca de 170 mil pessoas sem atendimento” e as situações “mais recentes”, a expulsão de diversas irmãs que trabalhavam e viviam em centros de saúde, foi registado por organizações de defesa dos direitos humanos que denunciaram com fotografias publicadas nas redes sociais.

Na informação divulgada hoje, a fundação pontifícia alerta também para a situação de fiéis, onde se contam mulheres grávidas e algumas crianças, que foram detidos numa igreja em Keren, a segunda cidade “mais importante do país”, por diversos agentes de segurança.

“Fazem temer a possibilidade de se estar efetivamente perante uma onda de repressão contra a comunidade cristã na Eritreia”, acrescenta a AIS, considerando que estes incidentes colocam a Eritreia “no centro das preocupações” sobre liberdade religiosa.

O Departamento de Estado Norte-Americano colocou a Eritreia na lista dos “Países de Especial Preocupação” por causa das graves violações da liberdade religiosa, em janeiro de 2018, lembra a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.

CB

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