Foi o colaborador mais próximo de três bispos do Porto, de D. Armindo Lopes Coelho a D. António Francisco dos Santos, passando por D. Manuel Clemente, de quem vai agora ser auxiliar, no Patriarcado de Lisboa.Natural de Leça do Balio, onde nasceu em 1973, foi autarca antes de entrar no seminário, em 1995. A ordenação sacerdotal aconteceu em 2001, após ter estudado Teologia na Universidade Católica Portuguesa, onde mais tarde faria o mestrado em Ciências da Comunicação. O trabalho pastoral passou pela Paróquia de S. Pedro de Azevedo, Campanhã, da Sé e pelo serviço de assistente regional do Corpo Nacional de Escutas. Em 2011 assume a presidência da Irmandade dos Clérigos, onde liderou uma obra de requalificação do espaço, aproximando-a dos portuenses e dos turistas. Em 2016 foi nomeado presidente do Conselho de Gerência da Renascença e diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais. No dia 1 de março de 2019 o Papa Francisco nomeia o padre Américo Aguiar bispo auxiliar de Lisboa, com ordenação episcopal marcada para o dia 31 de março, na igreja da Trindade, no Porto

Entrevista conduzida por Ângela Roque (Renascença) e Paulo Rocha (Agência Ecclesia)
Imagem Joana Bougard (Renascença)
Edição Tiago Azevedo Mendes (Agência Ecclesia)

Foto Joana Bougard/Renascença

– Acaba de ser nomeado bispo auxiliar de Lisboa pelo Papa Francisco. Foi uma surpresa ou já estava à espera?

– No dia em que fui  para o Panamá, a 15 de janeiro, passei 15 dias a cantar o hino da Jornada Mundial da Juventude: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra”. Aquilo entrou no coração e quando, há dias, chegou a notícia, senti que aquelas palavras, aquele hino e aquela experiência, como sempre, não eram coincidência. Deus tem sonhos para nós, tem projetos, eles acontecem e, por mais que os homens façam cálculos e programações, as coisas acontecem quando menos esperamos.

 

– E já tinha sonhado com isso?

– A partir do momento em que qualquer sacerdote, no dia da sua ordenação, promete ao seu bispo “obediência e reverência”, qualquer um de nós está sujeito a que isso aconteça. Na Igreja do Porto ou de Lisboa, em qualquer circunstância, qualquer um de nós sabe que quem “anda à chuva molha-se”. E seria hipócrita se vos dissesse que “nunca tinha ouvido falar do assunto, foi uma surpresa”… Isso não é verdade.

 

– Já se falava que poderia ser bispo…

– Nestes dias tenho dito a alguns amigos, padres próximos, que isto é tudo muito bonito quando é em relação aos outros. Quando é em relação a nós, é tudo muito no coração de Deus. Ainda hoje não sei o que disse ao Senhor D. Manuel Clemente quando ele me telefonou a comunicar. Só sei o que ouvi.

 

– Mas este serviço é algo que se vai construindo, que se vai sonhando com ele, ou aparece completamente de surpresa?

– Eu acho…

 

– Ou seja, é preciso ter um perfil para ser bispo ou não?

– Eu não me posso queixar daquilo em que me vou meter porque nos últimos 18 anos fui o ‘BackOffice’ de vários. E aproveito para os lembrar, com muito carinho e com muita saudade: o Senhor D. Júlio Tavares Rebimbas, arcebispo bispo do Porto, que foi auxiliar de Lisboa, com o título de arcebispo Mitilene, o Senhor D. Armindo, que me ordenou e nomeou seu vigário-geral e tantas outras coisas, o senhor D. Manuel Clemente, que foi bispo do Porto durante sete anos e agora me mete nestas andanças, o senhor D. António Francisco, de quem temos tantas e tantas saudades, e agora o senhor D. Manuel Linda. Aproveitando também para evocar com muitas gratidão o senhor D. João Miranda, senhor D. António Carrilho, senhor D. João Lavrador, senhor D. Pio Alves, o senhor D. António Augusto e o senhor D. António Taipa, que foi meu reitor do seminário. São tudo homens maiores da Diocese do Porto, da Diocese de Lisboa. Lembro o cardeal Policarpo, o cardeal Ribeiro… Alguns deles com quem eu trabalhei muito perto e tenho plena consciência da alegria que será o exercício deste ministério e – não é falsa humildade – da minha pequenez quanto às circunstâncias em que ele acontece.

 

– Por causa de todo esse passado, podemos dizer que a sua nomeação chegaria mais tarde ou mais cedo?

– Não sei.. isso não sei…

 

– Não é lógico?

– Não… Isto não é 2 + 2 = 4. Deus não gosta muito de matemáticas humanas. Acho que não, absolutamente acho que não.

“Sempre alerta para servir”

– Com 45 anos, vai ser um dos bispos mais novos de sempre, com um vasto currículo, e atualmente é presidente da Irmandade dos Clérigos, do Conselho de Gerência da Renascença e diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais. Como bispo, já sabe se vai conseguir manter alguns destes cargos, em simultâneo?

– Deus saberá…

 

– Ainda não teve essas indicações…

– Deus saberá… O que eu sei é que “A Messe é grande e os trabalhadores são poucos”. E sei, e quero aqui lembrar e homenagear, os presbíteros heróis de todo o nosso território português, do mundo inteiro, de modo especial os do Porto, que conheço mais de perto, do Antuã ao Ave, do Mar ao Marão, que servem com tanto sacrifício, martírio e dádiva de si mesmos a uma, duas, três, quatro, seis paróquias; se formos para Bragança, 20… Por isso, da minha parte nunca me ouvirão dizer que é demais ou é de menos. Eu acho que temos de estar sempre alerta – eu fui escuteiro e sou escuteiro: escuteiro uma vez, escuteiro toda a vida – e estamos sempre alerta para servir.

– Vai ser possível ficar à frente da Irmandade dos Clérigos?

– Da “minha menina” não… Da “minha” Torre dos Clérigos, não. Porque não faz sentido! Aliás, tinha conversado já com os meus colegas da direção (e saúdo o padre Jorge Duarte, assistente religioso da Renascença no Porto e vice-presidente da Irmandade dos Clérigos, o padre Augusto Silva, que é o tesoureiro, o padre Bruno da Trofa, que é o secretário e o padre Manuel Fernando, de Alfena, que é o vogal) que este mandato, que terminaria a 31 de dezembro deste ano, seria o meu último mandato. Tenho plena consciência que não é bom, nem para mim nem para a instituição, que o presidente andasse entre 300 quilómetros para cima e 300 para baixo… E não há andorinhas indispensáveis. A Primavera acontece na mesma quando elas morrem. Por plena consciência do melhor para a instituição, estava combinado que seria o meu último mandato, que acaba assim de forma precipitada.

 

– Renascença e Secretariado Nacional das Comunicações Sociais?

– Homenagem ao padre João Aguiar (com quem acabo de falar divertidamente) e ao cónego Rego, que quero saudar…

 

– E o futuro?

– Vamos continuar a trabalhar no Conselho de Gerência da Renascença. Aliás, conto com a solidariedade dos membros do Conselho de Gerência, o Dr. José Luís Ramos Pinheiro, a Dra. Ana Braga, que vão ser aumentados no trabalho, e também de todos os trabalhadores que vão ser aumentados de trabalho… Vai ser necessário redobrar ainda mais o empenho e a dedicação, que é total, da parte de todos, mas que vão ter de dividir ainda mais um bocadinho o seu presidente com outras tarefas que são para a salvação das almas. E se conseguir salvar uma, significa que todos foram colaboradores.

No Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, por uma questão de respeito pelo funcionamento claro das coisas, encontraremos, conversando, alguém que possa assumir essa função. Também tenho consciência que ninguém faz tudo ao mesmo tempo e bem. Temos de ter consciência disso e  a subsidiariedade tem de funcionar! Há tanta gente, tantos colegas e leigos que podem desempenhar as funções… Aliás como tenho à minha frente e tenho nesta casa tantos e tantas. Não precisa de ser o senhor padre a fazer tudo, muito menos o senhor bispo.

 

Um bispo para a organização da JMJ2022

– E a Jornada Mundial da Juventude. Como bispo auxiliar de Lisboa vai ficar responsável pela organização?

– Eu e o senhor D. Joaquim Mendes seremos parte dessa estrutura primeira de responsabilidade na organização da Jornada Mundial da Juventude que, tal como diz o senhor Patriarca de Lisboa, será dos jovens, pelos jovens e para os jovens. Nós, os velhos, os jovens há mais tempo, a nossa obrigação é criar as condições para que ela aconteça. Agora, o preenchimento da jornada propriamente dita, será uma tarefa dos jovens, de Lisboa, do país inteiro e do mundo inteiro.

A Jornada Mundial da Juventude não é um acontecimento que seja propriedade de alguém: é iniciativa do Papa, que a entrega operacionalmente a uma diocese e a partir daí é um evento para o mundo inteiro. Também gostava de dizer que o mais importante da jornada não é a jornada (e peço desculpa a quem fica desiludido…). O mais importante é a preparação da jornada e depois o que se segue à jornada. Porque o evento propriamente dito não é, de facto, o mais importante.

 

– Que é “um desafio do tamanho da Torre dos Clérigos”, como afirmou na mensagem que hoje mesmo foi divulgada…

– É verdade! Já participei em algumas jornadas, em Sidney e em Cracóvia e agora no Panamá, onde estive em novembro do ano passado e agora em janeiro, e tenho plena consciência que é um desafio que nos ultrapassa e que nos esmaga, completamente! Ninguém tenha a veleidade de afirmar que está à altura do desafio se pensar realizá-lo sozinho. O senhor arcebispo do Panamá, que tinha expressões muito divertidas que havemos de lembrar no futuro próximo, dizia que somos todos distintos, mas não somos distantes. Ou seja, há de ser na diferença de cada um, nas capacidades de cada um que conseguiremos constituir uma equipa, transversal no território nacional, no que significam todas as nossas dioceses, obviamente com o núcleo duro e operacional em Lisboa, mas só seremos capazes de vencer – e vamos ser capazes de vencer, como é obvio! Vamos organizar a melhor Jornada Mundial da Juventude de sempre, como acontece nos Jogos Olímpicos! – se nos sentirmos corresponsáveis. Ninguém está dispensado! Isto é como no Tintim: é dos 8 aos 80.

 

– Como será essa dupla liderança na organização da Jornada?

– A estrutura está pré-definida: existe o COL, o Comité Organizador Local, a que preside o senhor patriarca de Lisboa, e que tem dois “pulmões”: o senhor D. Joaquim Mendes e eu. Um tem uma área mais pastoral e outro uma área mais executiva, logística. E há de ser neste encontro permanente do respirar destes dois pulmões…

 

– A sua será mais logística?

– Exatamente. Depois, este COL subdivide-se em sete áreas; e essas sete em 21. Vai ser preciso muito braço, muito coração e muita dedicação.

 

“As pessoas olham para nós com muitas expectativas”

– O que significa ser bispo hoje, com todas estas funções? A imagem do bispo continua a ser a de alguém com poder, que vive em ambientes faustosos? Ou isso já é uma imagem ultrapassada, sobretudo com o exemplo do Papa Francisco?

– Eu vivo há 18 anos no Paço Episcopal do Porto e há muito que isso já não acontece. Sou testemunha – sem ferir a reserva que os secretários devem ter – que, da parte dos bispos com quem trabalhei, tive sempre testemunhos de muitíssima humildade e desprendimento. Às vezes somos nós, que estamos à volta, que insistimos que leve, que faça, que vista, que mostre, quando eles próprios tentam, a todo o custo, que as coisas sejam de maneira mais simples e mais próxima. Dou-vos um exemplo: quando o senhor D: Manuel Clemente chegou ao Porto, andava a pé na cidade, uma coisa que nunca tinha sido vista. O senhor D. Armindo não tinha propriamente esse “gosto” de exercício (e quanto mais para trás menos). E lembro-me da surpresa das pessoas o verem caminhar, ir ao barbeiro, ao banco, comprar uma coisa à FNAC, comprar os sapatos, pagar os óculos… Estas coisas eram estranhas para as pessoas! Coisas que vimos replicadas no “fare Papa” do Papa Francisco. E quem diz o Porto diz certamente muitas outras dioceses e muitos outros senhores bispos que, no dia-a-dia das suas vidas, se aproximam cada vez mais do que é a normalidade das pessoas.

 

– E não é por aí que é preciso construir as lideranças religiosas, cada vez menos institucionais? Diante da fragilidade das instituições, nomeadamente da Igreja Católica, as lideranças não têm de ser carismáticas, construídas nesse quotidiano?

– Eu acho que as pessoas olham para nós, como padres ou como bispos, com muitas expectativas. E temos de ter consciência disso. Eu não posso ter um carro topo de gama, mesmo que gostasse, porventura (que não é o caso). Não posso, nem devo! Tenho de ter consciência que, se uma viatura custa 100 mil euros ou 150 ou 80 mil, isso significa um escândalo para famílias e para muitas pessoas. Mesmo que tenha possibilidades pessoais e familiares de o ter, isso é um contratestemunho. E quem diz isto, diz de muitíssimas outras coisas. Temos de ter consciência que há decisões, há estilos de vida que livremente cada um pode adotar, mas há pessoas, como padres, bispos, diáconos, consagrados, religiosos e religiosas, que temos de ter consciência que os outros olham para nós e querem ver o rosto de Cristo, o rosto do Bom Pastor, uma Igreja pobre ao serviço dos mais frágeis.

 

– E isso tem implicações muito concretas?

– Tem de ter implicações muito concretas no dia-a-dia. Não é “bem prega frei Tomás…!” Não pode ser!

 

“Na área da comunicação temos muitíssimo que fazer”

– Essa imagem tem também sido muito falada por causa da crise que abala a Igreja, a nível mundial, por causa dos abusos, com implicações na mudança como a Igreja comunica. A Igreja em Portugal não tem sabido comunicar o que está a fazer, nesses casos?

– Esse é um dossier que “tem barbas”, se me permitem dizer.

 

– Falamos na comunicação na Igreja há imensos anos. Não se evoluiu ainda muito…

– Temos de fazer caminho. Terminamos uma parte: o diagnóstico. Andamos há muitos anos a refletir sobre a urgência, a necessidade e a oportunidade. O diagnóstico está feito. Precisamos de passar para a operacionalização das coisas. E aí temos tido algumas dificuldades.

Às vezes acontece em tantas circunstâncias da nossa vida, na família, no trabalho e outras , que são os acontecimentos que nos empurram para as decisões que sabemos que temos de tomar, mas não temos a força e a coragem para o fazer. Às vezes, os acontecimentos precipitam-nos e nós avançamos finalmente para aquilo que temos a consciência que temos de fazer. E na área da comunicação, temos muitíssimo que fazer! Há muitos e bons exemplos do que se faz em paróquias, dioceses, comunidades religiosas, grupos de jovens. Há excelentes exemplos do bem que se faz e como se faz. Temos tido alguma dificuldade em sincronizar esse bem-fazer para que tenha resultados nacionais na pastoral das comunicações sociais.

 

É preciso monitorizar os media do Portugal democrático

– E numa análise ao panorama mediático em Portugal, a partir de grandes grupos de comunicação, onde a Renascença se insere, podemos falar numa crise dos media, sobretudo ética e deontológica? Fala-se muito na financeira, mas dessas outras não…

– Uma está ligada à outra.

 

– E são consequentes?

– Eu acho que sim. Se eu tenho de vender jornais, o meu produto ou se o meu produto é avaliado por ‘likes’ ou por números de pessoas que veem, que dizem que sim ou que dizem que não, e daí deriva ter mais ou menos publicidade, ter mais ou menos receitas para a sobrevivência do projeto, a certa altura eu entro numa “pescadinha de rabo na boca” que pode ser perigosa.

 

– Mas teremos duas opções: baixar o nível ou aumentar a qualidade?

– Pois, dizer isso, é muito fácil.

 

– O comportamento dos públicos não vai por aí…?

– Nós, público, não somos um bom exemplo. Quando olhamos para o mundo da imprensa e vemos quais são os títulos que mais vendem, as áreas de interesse do desporto, do lazer, do cor-de-rosa, vemos que isso diz mal de nós. O que é mais procurado não é propriamente o que nós consideramos ser o mais urgente para a educação, formação e informação das pessoas. Todos dizemos que lemos isso no dentista ou no barbeiro. Ninguém compra! Mas o que é certo é que essas publicações vendem.

 

– E que papel podem ter os media ligados à Igreja? Estão a fazer a diferença? Podem fazer a diferença?

– Não fica bem estar a dizer bem da Renascença ou da Ecclesia. Mas a liberdade liberta. Por isso, nós, apesar de tudo, acho que o auditório, os ouvintes e os cibernautas e aqueles que nos acompanham nas diversas plataformas reconhecem o nosso bom trabalho, que não embarcamos seja nos fenómenos das ‘fake news’, seja na pescadinha de “quando pior melhor” para procurar, através da exploração do sofrimento, do sangue, da morte e da violência qualquer tipo de aumento da audiências dos nossos media. Mas temos de partir do princípio que todos os profissionais dos media – é isso em que eu acredito – agem de boa fé e trabalham o mais profissionalmente possível para fazer um bom trabalho.

 

– Há quem defenda a intervenção do Estado, como propôs o presidente da República, para que a comunicação social tenha um papel relevante na própria democracia…
– Estou convencido que neste Portugal democrático há uma área que é preciso monitorizar: a dos meios de comunicação social. A partir do momento em que tenhamos meios de comunicação social que são propriedade de fundos, que não sabemos o dono, não sabemos quem é quem, podemos começar a ficar preocupados pelos critérios: porque esta notícia e não outra? E a partir daí podem estar em jogo as ferramentas que os portugueses podem ter ao seu dispor para fazer uma leitura da sociedade. Por exemplo: quando os portugueses são chamados a eleições, como vamos ter várias, qual é o critério deles, onde foram beber a informação? Se começarmos, porventura, a fazer uma avaliação dos media e as leituras oferecidas serem muitas enviesadas, para um lado ou para o outro, nesta ou naquela circunstância, a democracia fica mais pobre e os portugueses ficam com menos meios para fazer uma opção correta sobre o seu voto ou a escolha dos destinos do país ou de deputados europeus ou regionais.

 

“In Manus Tuas”

– Quando vai ser ordenado bispo?

– Dia 31 de março. É o Domingo da Alegria! Não podia ser de outro modo.

 

– E o lema episcopal, já escolheu?

– É “In Manus Tuas”. São as últimas palavras de Jesus na cruz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. E pretendem ser, para além de uma consagração total, uma homenagem ao senhor D. António Francisco, que nos deixou muito recentemente. Era esse o seu lema episcopal e eu quero “acertar umas continhas” com ele, quando chegar lá acima, e homenageá-lo com a utilização do seu próprio lema no meu lema episcopal.

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