EMRC: Encontro nacional de alunos do 1º ciclo foi «um grito de paz»

«Robô Pax» e teatro «SOS Paz, Brinquedos em Ação» animaram atividades entre 4000 participantes, acompanhados por 500 professores

Foto Santuário de Fátima, Encontro de EMRC 1º ciclo

Fátima, 01 mai 2026 (Ecclesia) – O Departamento Nacional de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) do Secretariado Nacional da Educação Cristã promoveu o encontro de alunos do 1º ciclo da disciplina para afirmar a necessidade da paz, com experiências a partir de “pequenos gestos”.

“Os nossos alunos foram um grito de paz, nos pequenos e maiores gestos”, afirmou António Cordeiro, coordenador do Departamento de EMRC, em declarações recolhidas pelo Departamento de Comunicação do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC).

Como tema “Com EMRC cuidamos da Paz” o encontro decorreu esta quinta-feira, em Fátima, e reuniu 4000 participantes, acompanhados por 500 professores, em torno de um dos temas “mais trabalhados” pela disciplina.

“Tivemos aqui momentos lindíssimos em que quisemos traduzir pela forma como nos acolhemos, pela forma como nos relacionamos e, depois, todo o trabalho que os professores tiveram na preparação deste encontro”, afirmou António Cordeiro, que faz uma avaliação “extremamente positiva”.

O coordenador do departamento de EMRC sublinhou a “muita alegria, muita solidariedade, muita dedicação, muita criatividade” que marcou o encontro de EMRC do 1º ciclo, que decorreu em Fátima, e foi sobretudo uma experiência de vivência da paz.

“Num mundo em que, noutros locais, os sons são diferentes, são sons que comprometem a nossa união, a nossa paz, o som aqui é de fraternidade, é de perdão, é de solidariedade, é um caminho”, afirmou António Cordeiro, lembrando que “o mundo precisa de paz”

Foto EDUCRIS

Cristina Brito, que integra o Departamento de EMRC e a equipa que planeou o encontro dos alunos do 1º ciclo 2026 explicou que o tema da paz foi trabalhado com os participantes através de um robô, explicando ao “Robô Pax” como trabalhar “o valor da paz”.

Pensámos nos meninos que fazem parte dos manuais, da turma que acompanha os manuais desde o primeiro ano até o quarto ano, que é a Rita e o Simão, e acompanham o Pax na escola e também, através dos gestos concretos que eles têm, ajudam o Pax a descobrir o que é o valor da paz”, acrescentou.

Para Cristina Brito, o encontro de alunso de EMRC do 1º ciclo foi “um dia de aprendizagem”, propondo aos participantes “gestos concretos” que são construtores de paz, como a capacidade “de ajudar, de perdoar, de partilhar, de ser bondoso”.

Para além do “Robô Pax”, o tema foi tratado através do teatro “SOS Paz, Brinquedos em Ação” e foi uma ocasião de partilha com a Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima, para ajudar as vítimas da tempestade Kristin.

Rita Garcia, psicóloga que trabalha na Cáritas de Leiria-Fátima, o gesto dos participantes no encontro de EMRC do 1º ciclo dá “esperança no dia do amanhã” e permite “continuar a apoiar as famílias” que ainda não conseguiram reconstruir as suas vidas, após a tempestade.

“É importantíssima a questão da paz, como se falou hoje durante o dia, mas o poder ensinar às crianças que cuidar do outro é importante, não só de nós, mas dar um carinho ao outro, é fundamental. E os professores e esta equipa fazem um trabalho excelente”, afirmou Rita Garcia.

De acordo com a informação publicada pelo portal EDUCRIS, o encontro de alunos de EMRC do 1º ciclo reuniu 4000 alunos e 500 professores de 78 agrupamentos de escolas de todo o país.

As guerras põem em causa o futuro

Foto EDUCRIS

O programa do encontro de alunos de EMRC do 1º ciclo incluiu um momento de reflexão, na Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, onde o presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF) sublinhou a urgência de rezar pela paz num mundo marcado por conflitos.

“Hoje rezamos e pedimos pela paz. As guerras põem em causa o futuro, em primeiro lugar o das crianças”, afirmou D. António Augusto Azevedo, citado pela página da internet “Educris”, do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC).

O bispo de Vila Real alertou para o impacto dos conflitos nas crianças e adolescentes, lembrando que “onde há guerra há casas, escolas e hospitais bombardeados”, tornando o futuro das novas gerações “mais difícil”.

“Estamos aqui a rezar pela paz porque não somos indiferentes ao sofrimento do mundo de hoje”, afirmou.

O presidente da CEECDF afirmou que “a escola deve ser o espaço de exercício da paz, de experiência da boa convivência e do respeito mútuo”, apontando a disciplina de EMRC como uma “aprendizagem” onde se aprende a “fazer da escola um lugar de paz”.

“A EMRC na escola não é apenas uma disciplina, é uma aprendizagem, uma experiência, um encontro de descoberta”, afirmou.

D. António Augusto Azevedo disse aos alunos que participaram no encontro que levam de Fátima o convite de “rezar pela paz e fazer a paz”.

PR

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