Manuela Jardim

Educar para a não-violência não significa tolerância passiva. Pelo contrário, exige empenhamento na construção de um mundo em que ninguém se sinta excluído.

Num momento da História da Humanidade em que o ritmo das mudanças sociais se torna mais célere sob a influência da comunicação – a questão é saber se essa mudança acontecerá por ciclos de violência e opressão ou através da não-violência.

A violência tende a tornar-se um fenómeno natural e inevitável. Vivemos com ela, diariamente.
Em todos os meios de comunicação no mundo, todos os dias a violência é-nos apresentada como uma fatalidade social a que não se pode fugir.
Somos bombardeados com imagens cuja missão, muitas vezes, é chocar, manipular e dirigir a atenção, em vez de se apresentarem como uma proposta de reflexão.

Esta proliferação de imagens, encarada como informação “a que todos têm direito”, precipita a tendência para a passividade. Pode dizer-se que este ataque contínuo do olhar visa, muitas vezes, a inércia do espectador que, incapaz de refletir e controlar, regista e sofre uma espécie de hipnotismo. As técnicas de informação e comunicação de massas correm o risco de uniformizar os juízos de valor e os comportamentos.

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