O irmão marista e professor de Educação Moral e Religiosa Católica conta como colocou as novas tecnologias ao serviço das suas aulas

Foto: Lusa

Lisboa, 24 out 2020 (Ecclesia) – O professor de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), Jaime Barbosa, irmão marista, disse à Agência ECCLESIA que a “educação e evangelização, na sua essência, se mantém”, que o uso das novas tecnologias é “um plus, um extra” e não vale a pena ir contra.

“A educação na sua essência mantem-se, a evangelização mantem-se mas estou a ter um ‘plus’, um extra, através do uso de algo que lhes é frequente, eles são nativos digitais, é o mundo deles, não vale a pena ir contra”, explica. 

O professor de EMRC acrescenta no entanto que o “ideal” é um misto entre o papel e os suportes digitais, tal como na vida, “se conjugarmos o melhor das duas partes” será o mais natural e positivo para os alunos.

Durante a pandemia o irmão Jaime Barbosa, de 31 anos, deu formação a vários professores da disciplina, ao nível nacional, e considera que estão na vanguarda, “explorando várias aplicações” que foi descobrindo e fazendo sentido.

“Fui investigando, conhecendo mais aplicações e cada vez mais resultados com os alunos, tudo antes da pandemia, quando esta chegou eu tinha uma bagagem que me trazia uma série de benefícios para trabalhar com os alunos e, de repente, encontrei-me sem alunos na sala de aula, tive vantagem de ter estas ferramentas e tive de adaptar”, recorda. 

O professor do 1º e 2º ciclo no Colégio Marista de Carcavelos deparou-se com a “desmotivação” dos alunos nas aulas e a procura de jogos e elemento da matéria que ia dar eram a grande descoberta do irmão “que motivava os alunos e ficavam interessados”.

Foto: Agência ECCLESIA/LFS – irmão Jaime Barbosa

“Há várias aplicações usadas em vários contextos, aplicadas ao uso na educação, o padlet, por exemplo, para criação de murais interativos digitais, que os alunos podem usar através dos seus telemóveis”, refere.

Do tempo de confinamento Jaime Barbosa lembra a “solidão” que foi sentindo nos alunos, “que passavam os dias fechados no quarto” e os pais que “entravam na aula, faziam perguntas e davam opiniões”, realidade que se foi habituando. 

“Este é um mundo cheio de potencialidades, conhecemos pouco das potencialidades reais e no confinamento foi uma sorte ter este mundo ao nosso alcance”, assume. 

No mesmo colégio vive o irmão Diamantino Duque, de 81 anos, que dava formação a catequistas mas que, devido a Covid-19, teve de aprender a transformar essas formações. 

“Sempre me encantou trabalhar com multimédia, penso ser uma maneira muito boa de chegar às crianças, adolescentes e jovens, tenho usado muito; o irmão Jaime, que é um perito nestas coisas foi-me ensinando e de mestre passei a ser discípulo e sinto-me bem com isso, quando não se tem as coisas claras pede-se para repetir”, contou. 

O irmão Jaime partilhou o que sabe da plataforma Teams com o irmão Diamantino para que possa dar as suas formações e até “aulas de dança contemplativa” através de vídeos.

“A gente insiste no impacto que a imagem tem, o texto e a música tudo unido e se os miúdos aderem com facilidade a isso, movimento, imagem e criatividade, eu sempre encontrei boa resposta”, admite.

A Igreja Católica em Portugal está a promover, de 18 a 25 de outubro, a Semana Nacional da Educação Cristã.

A emissão do programa 70×7 (17h45, RTP2) no próximo domingo, dia final da Semana Nacional da Educação Cristã, é dedicada a projetos no setor da Catequese.

LFS/SN

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