Religiosa da Companhia de Santa Teresa Jesus fala do caminho de sensibilização nesta semana para que o pobre seja visto como «um irmão, alguém na beira da estrada»

Elvas, 10 nov 2020 (Ecclesia) – A irmã Fátima Magalhães, da Companhia de Santa Teresa Jesus, disse hoje à Agência ECCLESIA que o Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa, é “chamar pelos nome de cada um, numa relação de tu a tu”.

“Fala-se de pobreza, esse substantivo abstrato, mas nós falamos de pobres, atender pobres nas suas casas, chamando os nomes e conhecendo a história de vida, numa relação tu a tu, conhecer as famílias carenciadas, com problemas de desemprego, drogas, doenças e visitá-las”, refere.

A coordenadora do Movimento Teresiano de Apostolado gere oito projetos sociais em Elvas, aponta que o pobre tem de ser visto como irmão, “não é um coitadinho, mas alguém que está na beira da nossa estrada”.

É muito bonito ter na linha lista do telefone pessoas importantes, amigos que não custa amar mas ter um pobre com necessidade, que nos pode bater a porta e telefonar a uma hora qualquer, aí já se tem de olhar muito para Deus e na sua perspetiva, eu tenho muitos tipos de pobreza na minha lista telefónica”.

A religiosa refere ainda que “pobre é irmão do caminho”, tem de haver uma sensibilização para os “conhecer e ajudar” e nessa linha esta semana surgiu a necessidade de “motivar e falar às pessoas”.

“A celebrar esta semana demos atenção à carta que o Papa escreveu com o tema “Estende  a tua mão ao pobre”, pensámos com o Movimento Teresiano de Leigos o que fazer e surgiu a recolha de alimentos, as pessoas foram convidadas a trazer os bens alimentares à paróquia e depois entregamos às famílias sinalizadas por nós”, indica a irmã Fátima Magalhães.

A entrevistada adianta que está a escrever um diário desta semana, na qual afirmou já ter conhecido “duas famílias carenciadas, por referência de duas diretoras de turma”, ter telefonado à esposa de um recluso e pedir ajuda a voluntários para as entregas dos bens alimentares.

“No próximo sábado os reclusos receberão um doce para assinalar este dia e hoje ligaram de um hipermercado a dizer que tinha sido feito um grande donativo e vêm cá entregar as compras…”, contou.

Ainda nesta linha de visitas a irmã Fátima Magalhães contou à Agência ECCLESIA que o IV Dia Mundial dos Pobres, que a Igreja Católica assinala no próximo domingo, vai ser passado com uma família de refugiados. 

“São duas famílias sudanesas e no domingo, já pus a minha agenda, vou almoçar e passar o dia com eles, são refugiados que foram ameaçados de morte, estiveram no campo refugiados no Egito durante cinco anos e chegaram a Elvas, ao fim da linha, como costumo dizer”, conclui. 

SN

 

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