Testemunhos integraram o Encontro Nacional de Estudantes, promovido pela Igreja Católica

 

Fátima, 07 mar 2020 (Ecclesia) – O Encontro Nacional de Estudantes aconteceu, este sábado em Fátima, sob o lema “Ser para o outro”, com o testemunho de jovens universitárias sobre a importância do voluntariado no quotidiano da vida académica. 

Beatriz Coelho, estudante de Medicina na Universidade de Coimbra, fez uma experiência de voluntariado na Casa de Saúde do Telhal, em Lisboa, e partilhou a sua experiência.

“A experiência é algo diferente porque aprendemos a relacionar e contactar com pessoas que não estamos habituadas no dia-a-dia, são pessoas abertas e transparentes, que não estão importadas em saber se estão a fazer aquilo que é politicamente correto”, explica.

A jovem estudante destaca a “entrega total dos utentes” e uma “experiência difícil de ali partilhar” mas necessária para “quebrar as barreiras do estigma com os doentes de saúde mental”.

Também estudante de Medicina, na Universidade de Braga, Helena Gomes falou do seu voluntariado no projeto “Desenvolve-te”, da Pastoral Universitária daquela diocese, que envolve várias faixas etárias e problemas sociais.

“No meu percurso académico fez toda a diferença porque nós também temos preconceitos e sentimentos de estranheza e pensamos ser imunes, aceitar estas fragilidades e usar para fazer mais do outro torna-nos melhores pessoas”, contou à Agência ECCLESIA. 

Do projeto “Missão País”, de Lisboa, esteve Rita Almeida para partilhar uma experiência de entrega e serviço “sem entraves”.  

“Vamos no sentido de ir ajudar, dar-nos, dar o nosso tempo, com fragilidades pessoais, dar aos outros sem entrave,dar a crianças, jovens idosos, bater as portas, a quem nos aparecer”, contou.

Foto: Agência ECCLESIA/TAM

Pela primeira vez, em 2020, a jovem foi chefe de missão, em A-dos-Cunhados, após um ano de entrega que tem impacto no regresso à Universidade.

“Como chefe pude montar uma missão num sítio novo, numa comunidade que não nos conhecia, uma descoberta, a minha missão começou quase um ano antes, com muita preparação e planeamentos”, explicou.

Rita Almeida dizia que além da dádiva “uns aos outros, num sorriso, num gesto” destacou que depois é notório na faculdade para onde voltam e criam “um enorme espírito de grupo”. 

Da Universidade de Farmácia do Porto chegou Carolina Félix para falar sobre as várias horas de voluntariado, a dar explicações a crianças institucionalizadas. 

“Encaro a experiência de voluntariado como algo que me permite sair da rotina e não estar sempre ligada ao stress da faculdade, é um momento de paragem”.

A jovem estudante de Farmácia diz “aprender muito com os outros” o que a permite crescer e faz questão de referir o tema da fé, porque é algo a move e leva a fazer este tipo de atividades.

Matilde Tavares estuda Terapia Ocupacional no Instituto Politécnico de Leiria e aceitou estar na organização deste Encontro Nacional de Estudantes, para que outros pudessem ser “protagonistas”.

“É importante a participação, serem os jovens os protagonistas, este encontro foi organizado pelos jovens das dioceses e é muito bom ver o crescimento pessoal e o empenho destes jovens, foi um voto de confiança que deram aos jovens que conseguiram empenhar-se, colocar toda a vida e oração neste projeto”, explicou à Agência ECCLESIA.

Durante a tarde, os participantes foram convidados a passar duas horas de voluntariado, no Santuário de Fátima.

OC/SN 

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