Os medos da maternidade abriram a porta a cinco filhos, uma realidade a ouvir no programa ECCLESIA na Antena 1, este domingo

Foto: Família Diniz

Lisboa, 01 mai 2020 (Ecclesia) – Carmo Diniz, mãe de cinco filhos, contou à Agência ECCLESIA o seu percurso de maternidade, desde ser “desaconselhada a ser mãe”, por razões médicas, a ter um quinto filho, com deficiência profunda, que “veio mudar todo o paradigma”.

“Fui desaconselhada de ser mãe por razões médicas, devido a uma doença auto-imune que tenho, atée que encontrei um médico que me disse, que me deu um conselho que daria a irmã, ‘tenha filhos, muitos e rápido, porque não há melhor remédio para uma mulher do que ser mãe’”, contou.

Carmo Diniz “agarrou” o conselho e o “desejo de maternidade” e há 18 anos nasceu a primeira filha do casal,”um presente do céu” que atingiu agora a maioridade nesta fase de confinamento. 

“Foi uma gravidez tranquila, o medo estragou a gravidez, com muitas dúvidas, se será q estou a arriscar, muito isolada socialmente pelo medo, resguardada em termos de saúde , por causa de mim e da criança mas, depois, quando nos põem uma bebe ao colo é uma alegria imensa, pensar como foi possível aparecer uma vida através de mim e do meu corpo”, relata. 

A mãe de cinco filhos, entre os 18 e os 10 anos, confessou ainda que o último filho, deficiente profundo, veio trazer outra cor à maternidade e “mudar o paradigma”.

“A deficiência dá imensa cor à minha maternidade, o quinto filho, veio mudar o paradigma da maternidade, sendo uma deficiência profunda muda a lógica da educação e das regras, veio dar uma reviravolta ao fim de quatro filhos que andamos a ensinar regras e horários, de repente, o Bernardo não tem argumento possível, apesar de beneficiar dessas rotinas, tudo o resto não se aplica, não se aplicam expetativas, não se aplicam regras de sociedade muito estritas, o que se aplica é receber um dom, dar uma cor e alegria inacreditáveis”, assume.

Com este tempo de confinamento a família numerosa partilha agora todo o tempo, onde a organização e estabelecimento de tarefas divididas se tornam essenciais, “todos têm de ajudar” e, o Bernardo, é muito disputado pelos irmãos”.

“Este tempo confinado e prolongado deu-nos um gosto imenso em estar uns com os outros até vão dizendo ‘vou ter saudades deste tempo’… A disputa pelo Bernardo continua, ele anda de colo em colo, a gozar do momento e a chamar os irmãos, é muito bonito ver este tempo em que eles gostam de estar tanto uns c os outros”, confessa. 

Carmo Diniz “aguarda pelos momentos” deste dia da mãe, em confinamento e família reunida, “em que os mais novos costumam sempre preparar alguma coisa” e as mais velhas dão especial atenção às refeições, “estando juntos mais tempo”.

Esta entrevista é o mote para o programa de rádio Ecclesia, na Antena 1 da rádio pública, neste domingo, 03 de maio, pelas 06h00, ficando depois disponível online

SN

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