O acordo Comercial UE-Mercosul pode ter sérias repercussões ecológicas

Lisboa, 27 jun 2020 (Ecclesia) – A organização alemã Misereor, a Rede CIDSE, a que pertence a Fundação Fé e Cooperação (FEC), e a Greenpeace promoveram um estudo sobre o acordo Comercial UE-Mercosul e alertam para sérias repercussões ecológicas e ameaças ao clima e direitos humanos.

“No seu novo estudo, as três organizações, Misereor, Greenpeace e CIDSE, alertam que o acordo pode ter sérias repercussões ecológicas, bem como na defesa dos direitos humanos”, revela comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA. 

Os autores do estudo pedem à União Europeia (UE) e aos seus Estados-membro que “abandonem a sua intenção de assinar o acordo e, em vez disso, iniciem uma reforma fundamental da política comercial da UE”.

Em breve a Presidência do Conselho da União Europeia será assumida pela Alemanha e, segundo o programa, surge a “finalização do acordo comercial entre a União Europeia e os países membros do Mercosul da América do Sul”. 

“O acordo comercial aceleraria a expansão de plantações de açúcar, campos de soja e pastagens na América do Sul. Esses são os principais motores da desflorestação, da deslocação forçada dos povos indígenas e de violações dos direitos humanos”, critica Pirmin Spiegel, diretor geral da Misereor. 

Também a secretária geral da CIDSE, Josianne Gauthier, aponta que os “Estados-Membro devem manifestar-se contra esse acordo”. 

“Em coerência com os valores europeus e a necessidade de enfrentar a crise climática como família humana, os líderes europeus devem colocar os direitos humanos e a proteção ambiental no centro das políticas públicas e internacionais”, disse Josianne Gauthier, Secretária-geral da CIDSE, que apresentou o estudo.

A FEC integra a CIDSE – Aliança Internacional de Organizações Católicas para o Desenvolvimento, desde 2008.

SN

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