Encontro de referentes aconteceu este sábado em Fátima e afirmou dinâmica das dioceses

Foto: AE/HM

Fátima, 25 jan 2020 (Ecclesia) – D. João Lavrador esteve presente no encontro de referentes da Pastoral da Cultura, este sábado, apontou que “não se fala de cultura sem diálogo” e deseja que a próxima jornada nacional sobre Ecologia seja uma “reflexão teológica profunda”.

“O primeiro grande caminho que é caminho, conteúdo e forma de estar, é o diálogo, não se fala em cultura sem falar de diálogo, seja entre fé e cultura, razão e ciência, que seja ambrangente”, disse o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais em declarações à Agência ECCLESIA. 

O 13º Encontro dos referentes da Pastoral da Cultura realizou-se este sábado, em Fátima, e serviu também para anunciar que a próxima jornada nacional, a acontecer a 06 de junho, vai ter como tema a Ecologia. 

“Iremos trabalhar a Ecologia, a casa comum, a partir da Laudato Si, o documento que sintetiza toda a doutrida real da criação, sinto que falta fazer uma reflexão teológica profunda, em junho próximo iremos refletir sobre isso”, acrescentou.

Já o diretor do secretariado nacional da Pastoral da Cultura, José Seabra Pereira, disse à Agência ECCLESIA que o “plano da evangelização da cultura está a acontecer” e a cooperação entre dioceses é real.

“Constato que as dioceses estão a mexer neste plano da evangelização através da cultura, no seio da dinâmica social em contexto das diferentes dioceses e assim evangelizar a sociedade atraves da cultura, o que esta hoje transforma de forma consensual”, contou.

José Seabra Pereira avançou ainda que a cooperação entre dioceses vai acontecendo, “primeiro entre as dioceses vizinhas” e que ali foi partilhado que algumas dioceses já têm levado a cabo iniciativas em conjunto. 

“Do ponto de vista funcional queriamos constituir uma rede de pastoral de cultura”, anseia. 

Outro desejo do diretor do secretariado nacional da Pastoral da Cultura é que houvesse “maior visibilidade para que a sociedade civil tenha presente que há estas propostas” e adianta o desejo de constituir uma “bolsa de interventores que permitam que essas iniciativas não tenham de estar cingidas a recursos humanos locais”. 

Este encontro de referentes da Pastoral da Cultura teve ainda a participação do jornalista Henrique Monteiro que partilhou que o “problema é que determinadas coisas foram perdendo valor”. 

“O mundo nos aspetos culturais está a utilizar uma narrativa que não é mto condizente com os princípios da Igreja, sejam éticos, estéticos ou tradicionais; houve coisas que foram perdendo o valor, como a aspiração ao belo, à transcendência, à defesa da vida”, referiu.

Henrique Monteiro aponta que é necessário coser a “tradição com a mudança”.

“Há um grande trabalho de todos, da Igreja e fora dela, para coser a tradição com a mudança, temos de trabalhar, não desprezar a mudança, entender mas sem desprezar a tradição”, afirmou.

HM/SN

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