Marcelo Rebelo de Sousa participou em Conselho Geral extraordinária da CNIS, no primeiro aniversário da pandemia

Foto: Lusa

Lisboa, 02 mar 2021 (Ecclesia) – O presidente da República Portuguesa elogiou a “capacidade de resposta” das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) durante os primeiros tempos da pandemia.

“A capacidade de resposta das Instituições Particulares de Solidariedade Social foi muito corajosa”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, no conselho geral extraordinário da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), realizado esta segunda-feira através de videoconferência

Na sua mensagem, o chefe de Estado frisou que acompanhou “desde a primeira hora” o trabalho realizado pelas IPSS e a sua dedicação.

O presidente da República realçou que o processo da vacinação tem sido difícil e os “atrasos têm sido corrigidos”.

Os portugueses foram “surpreendidos pela violência da pandemia” e não estavam preparados para ela, por isso, “estamos a caminho da primavera e vivemos ainda em pandemia”, acrescentou.

A reunião juntou à distância todas as uniões distritais e regionais e também as federações das IPSS:

Depois de referir que teve vários encontros, nos últimos meses, com o padre Lino Maia, presidente da CNIS, Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu o papel que as IPSS tiveram junto das populações afetadas.

“É preciso que o país vos agradeça como um todo”, afirmou, considerando que o papel destas instituições é “insubstituível e fundamental na sociedade portuguesa”.

Já o padre Lino Maia destacou que, “até ao dia 26 de fevereiro, havia 307 surtos ativos” no universo de cerca de 3500 lares existentes em Portugal (entre unidades do Sector Social e do privado), tendo o pico de surtos sido atingido a 12 de fevereiro.

Por outro lado, o presidente da CNIS sublinhou as diferenças entre a situação nos lares nacionais e noutros países da Europa, revelando que “em Portugal as mortes em lares representam 27,7% do total”; no Reino Unido a percentagem foi de 33,3%, em Espanha de 44% e em França de 46,6%.

Maria João Quintela, da Direção da CNIS, reclamou um “reconhecimento público dos trabalhadores e das direções das IPSS, que não são facilmente substituíveis”.

“Precisamos que o país veja as instituições, os seus trabalhadores e voluntários, e os mais velhos e as pessoas com deficiência ou com múltiplas problemáticas sociais e de saúde como agentes de cidadania da ‘linha da frente’ e cidadãos de pleno direito”, disse.

As dificuldades financeiras foram o principal desafio das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) no combate à pandemia, concluiu um estudo da Universidade Católica Portuguesa, citado hoje pela Lusa.

O estudo “Impacto da pandemia de COVID-19 nas IPSS e seus utentes em Portugal”, elaborado pela Área Transversal de Economia Social (ATES), em colaboração com a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), reuniu oito investigadores com o objetivo de perceber a atuação das IPSS no combate à pandemia e o impacto nas necessidades dos utentes.

LFS/OC

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