D. Virgílio Antunes lembra que a vida «é um enorme dom» que se tem «de agradecer e cuidar»

Foto: Arlindo Homem

Coimbra, 13 mar 2020 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra informou hoje que na diocese decidiu suspender as “manifestações públicas de piedade popular”, como procissões, vias-sacras e outras, “as celebrações penitenciais comunitárias do sacramento da Reconciliação” para ajudar na contenção do coronavírus Covid-19

“A responsabilidade social da Igreja e o seu firme compromisso com a defesa da vida exige que se viva este tempo com esperança, com ousadia e confiança em Deus”, escreve D. Virgílio Antunes.

No comunicado ‘Viver com esperança e responsabilidade’, enviado à Agência ECCLESIA, o bispo de Coimbra indica também que a celebração dos sacramentos do Batismo e do Matrimónio “seja realizada essencialmente com a família”, bem como a celebração das Exéquias, incluindo o velório.

As celebrações penitenciais comunitárias do sacramento da Reconciliação são “adiadas para tempo oportuno”, salvaguardada sempre a possibilidade da celebração individual em contexto de atendimento pessoal, e decidiram que se acompanhem os doentes com a Eucaristia e a Santa Unção “observando com especial cuidado todas as precauções indicadas pelas autoridades de saúde”.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) determinou hoje a suspensão da celebração comunitária das Missas, até “ser superada atual situação de emergência”.

“É tempo para concretizarmos o sentido mais profundo da Igreja doméstica, para celebramos em família a vida, para rezarmos mais profundamente a nossa condição de peregrinos do eterno”, escreve D. Virgílio Antunes, incentivando a diversos momentos de “oração e meditação”, “a leitura espiritual e a catequese na família”, propostas que “devem ser complementadas” com as ofertas celebrativas que existem na televisão, rádio e internet, como a Eucaristia dominical que vai ser transmitida pelo Seminário Maior da diocese.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou hoje o número de casos confirmados, que passou de 78 para 112, dos quais 107 estão internados.

“Nas circunstâncias atuais, a Igreja de Coimbra quer expressar a sua solicitude junto dos cristãos e pessoas de boa vontade desta diocese, nomeadamente os profissionais de saúde e todos os que estão envolvidos na segurança e cuidado das populações. Não podemos deixar de rezar também por todas as pessoas infetadas e por todas as famílias que estão afetadas diretamente por esta pandemia”, lê-se no comunicado da diocese com as medidas a adotar para conter o coronavírus Covid-19.

CB

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