Devido à pandemia a Imagem está a percorrer de carro as várias localidades de Coruche, na Arquidiocese de Évora 

DR – ©Pedro Ribeiro / infoCoruche

Évora, 14 ago 2020 (Ecclesia) – O presidente da Irmandade de Nossa Senhora do Castelo, António Cabecinhas, disse hoje à Agência ECCLESIA que a visitação da imagem à zona de Coruche, na diocese de Évora, tem tido “momentos genuínos” de devoção. 

“Tem sido emocionante, momentos de grande privilégio para quem organiza porque houve momentos esmagantes, muito genuínos de devoção, ver a cara das pessoas a mostrar um agradecimento fantástico”, explicou. 

Devido às limitações impostas pela pandemia Covid-19, impedindo a tradicional procissão, a irmandade teve de repensar a forma de assinalar os festejos deste ano, “mantendo as celebrações vivas”. 

“Não podendo haver procissão havia a vontade de fazer a visitação da Nossa Senhora do Castelo à zona circundante em veículo preparado para o efeito, dividimos o concelho em três grupos de freguesias e levamos a imagem devidamente protegida”, refere o responsável.

A visitação que termina este sábado, 15 de agosto, “num trajeto circundante à vila de 25 km”, tem sido testemunhado por muitos devotos “em ambiente de oração”.

“Para pessoas que possam não ter grande devoção esta visita toca cada um, momentos de grande emoção, partilhas muito intensas e muito bonitas e depois toda a pressão que estamos a viver deixa as pessoas mais preocupadas e dispostas a receber graças mas destaco que há uma grande devoção, tivemos localidades onde foi arrepiante”, recorda António Cabecinhas.

Outra particularidade desta viagem que a irmandade de Nossa Senhora do Castelo destaca são “as famílias reunidas para ver a imagem a passar”.

“Juntaram-se famílias, com três e quatro gerações para ver a visitação de Nossa Senhora, as famílias fizeram de tudo para que muitos idosos vissem passar a imagem, com reações extraordinárias de devoção e sabemos o que significa para pessoas com 80 e 90 anos, memórias que lhes toca”, aponta.

Para António Cabecinhas este “ano da festa não será para esquecer” por tudo o que vai vivendo nestes dias e que “marca o único ano em que Nossa Senhora do Castelo não saiu em procissão”.

“Tem sido violento, são muitos dias de preparação e muitos quilómetros mas bastava o primeiro minuto da visitação para justificar tudo o que temos feito até aqui”, remata.

A tradicional procissão em honra de Nossa Senhora do Castelo, do dia 15 de Agosto, não vai acontecer, e por isso a visitação tem lugar ainda esta sexta-feira e sábado, numa “saudação profunda a Nossa Senhora do Castelo e um extraordinário momento de exaltação e devoção”. 

SN

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