Fundação Ajuda à Igreja que Sofre deu equipamentos de proteção a sacerdotes e religiosas que apoiam populaçãoLisboa, 30 jul 2020 (Ecclesia) – O bispo da Diocese de Barisal, no Bangladesh, alertou que “sem rendimentos”, por causa da crise provocada pela Covid-19, “as famílias passam fome”,

“[As pessoas] não podem trabalhar e, portanto, não recebem qualquer salário. Os agricultores e os pequenos comerciantes também estão com problemas pois não podem vender os seus produtos sem transporte. Sem rendimentos as famílias passam fome, disse D. Lawrence Howlader à fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Numa nota enviada hoje à Agência ECCLESIA, o secretariado português da AIS informa que a fundação forneceu equipamento de proteção para sacerdotes e religiosas que estão em contacto permanente com as populações, evitando assim situações de contágio pelo novo coronavírus, para auxiliar o trabalho assistencial da Igreja.

“Os padres sentem-se seguros para responder às chamadas dos doentes, fornecendo medicamentos, indo a funerais; E as irmãs e os enfermeiros [que pertencem a congregações religiosas] sentem-se confiantes para cuidar dos pacientes em segurança e sem contágio com o vírus”, assinalou D. Lawrence Howlader.

A AIS adianta que a crise económica provocada pela pandemia está a “afetar fortemente” os setores mais fragilizados da sociedade do Bangladesh e “muitas famílias atravessam tempos muito duros, com destaque para os que vivem da agricultura e do comércio”.

A Igreja Católica está a dinamizar diversas iniciativas como na Diocese de Barisal, onde distribui alimentos às famílias mais pobres e que pertencem às tribos Rakhine, Bormon e Tripma.

Entre as vítimas da pandemia no Bangladesh está D. Moses Costa, arcebispo de Chittagong, no sudeste do país, que faleceu a 13 de julho.

CB/OC

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