Missa diária evoca importância de preservar «memória» da pertença a um povo

Cidade do Vaticano, 07 mai 2020 (Ecclesia) – O Papa renovou hoje no Vaticano a sua oração pelos artistas, sublinhando a importância da beleza para a vivência da fé cristã.

“Ontem recebi uma carta de um grupo de artistas: agradeciam pela oração que fizemos por eles. Gostaria de pedir ao Senhor que os abençoe, porque os artistas nos fazem compreender o que é a beleza, e sem o belo não se pode compreender o Evangelho”, disse Francisco, no início da Missa a que presidiu na Capela da Casa de Santa Marta, com transmissão online.

“Rezemos mais uma vez pelos artistas”, apelou, reforçando o apelo que tinha deixado no final de abril.

Na sua homilia, o Papa abordou a questão da salvação em Jesus e a sua ligação a “uma história de graça, uma história de eleição, uma história de promessa”, relatada pela Bíblia.

Francisco sublinhou que o Cristianismo tem princípios morais, mas é mais do que uma “visão ética” nem se limita a uma “elite”.

“O Cristianismo é pertença a um povo, a um povo escolhido por Deus gratuitamente. Se não tivermos esta consciência de pertença a um povo, seremos cristãos ideológicos, com uma doutrina pequenina de afirmações de verdades, com uma ética, com uma moral”, advertiu.

Segundo o Papa, o desvio “mais perigoso” dos cristãos, “hoje e sempre”, é “a falta de memória de pertença a um povo”.

OC

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