Francisco envia mensagem aos participantes no Capítulo Geral da Ordem dos Frades Menores

Foto: Lusa/EPA

Cidade do Vaticano, 17 jul 2021 (Ecclesia) – O Papa afirmou, numa mensagem divulgada hoje pelo Vaticano, que a pandemia de Covid-19 representou uma experiência “crítica”, que desafia cada um a deixar para trás o que é supérfluo.

“Há muitos meses, por causa da pandemia, encontramo-nos a viver em situações de emergência, de isolamento e de sofrimento. Esta experiência crítica leva-nos todos a reconhecer como a nossa vida terrena é um caminho a percorrer como peregrinos e estrangeiros, homens e mulheres itinerantes, dispostos a aligeirar-nos de coisas e pretensões pessoais”, destaca o texto dirigido aos participantes Capítulo Geral da Ordem dos Frades Menores (Franciscanos).

Francisco desafia os religiosos a “intensificar as relações com Cristo e com os irmãos”, com uma presença “profética” na sociedade, testemunhando “a fraternidade e a vida simples e alegre”.

O Capítulo Geral dos Frades Menores decorre em Roma, até domingo, com o tema ‘Renovar a nossa visão, abraçar o nosso futuro’; durante a assembleia magna foi eleito um novo ministro geral, frei Massimo Giovanni Fusarelli.

O Papa admite que se vive um tempo “difícil e complexo”, convidando a “acolher os sinais da presença e da ação de Deus”.

“Deus tocou o coração de Francisco (de Assis) através da misericórdia oferecida ao irmão e continua a tocar os nossos corações, através do encontro com os outros, sobretudo com as pessoas mais necessitadas”, escreve.

A renovação da vossa visão não pode deixar de partir, mais uma vez, deste olhar novo com o qual se contempla o irmão pobre e marginalizado, sinal – quase sacramento – da presença de Deus”.

Francisco, o primeiro Papa a escolher este nome na história da Igreja Católica, desafia os frades menores a ir ao encontro “dos homens e mulheres que sofrem no corpo e na alma”, com uma presença “humilde e fraterna” e sem grandes discursos.

(Foto de arquivo)

A mensagem alude ainda à importância da preocupação ecológica, falando numa natureza que sofre “uma exploração distorcida dos bens da terra, para o enriquecimento de poucos, ao mesmo tempo que se criam condições que levam à miséria de muitos”.

O Papa convida os franciscanos a ser “homens de diálogo”, promovendo a paz e a reconciliação.

“Não se esqueçam de que um olhar renovado, capaz de nos abrir ao futuro de Deus, chega da proximidade com os pobres, as vítimas da escravidão moderna, os refugiados e os excluídos deste mundo. Eles são mestres. Abracem-nos como fez São Francisco”, conclui.

OC

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