Sacerdote lembra que «os cuidados têm de ser redobrados» numa resposta social onde «há mais contacto e comunhão entre todos»

Foto: Lusa/EPA (arquivo)

Lisboa, 17 ago 2020 (Ecclesia) – O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS) reconhece que a frequência dos utentes em Centro de Dia ainda é reduzida, por ser um mês tipicamente de férias, mas, com o aproximar de setembro, o número vai aumentar.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o padre Lino Maia salientou hoje que a abertura da valência de ‘Centro de Dia’ é faseada e incide nas estruturas que funcionam separadas dos lares, caso contrário “os cuidados têm de ser redobrados”.

O presidente da CNIS lembra que a ausência desta resposta social tem sido compensada por um reforço das medidas de apoio domiciliário, embora entenda que esta forma de presença fica sempre aquém da experiência do Centro de Dia.

“No centro de dia sempre há mais contacto e comunhão entre todos, e isso é muito importante para os idosos porque a solidão também mata”, acrescentou o padre Lino Maia.

Desde sábado, dia 15 de agosto, os Centros de Dia podem ser reabertos, com exceção da área metropolitana de Lisboa, onde a situação de contingência devido à pandemia não permite; A resposta social foi suspensa por causa do coronavírus Covid-19 desde 16 de março, e a Direção-Geral da Saúde e a Segurança Social publicaram um documento com recomendações, como as medidas de etiqueta respiratória, higienização das mãos, controlo ambiental, atuação perante um caso suspeito.

“Situação delicada” é a expressão utilizada pelo presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) quando comentou à Agência ECCLESIA a abertura dos Centros de Dia.

Manuel Lemos sublinha o “risco acrescido” que a situação envolve pelo facto de serem pessoas que vêm da comunidade.

“Temos que ser cuidadosos para não contaminar os idosos entre si, mas também não contaminar os trabalhadores”, assinalou.

O presidente da UMP lembra que em agosto parte dos colaboradores destas estruturas sociais também estão de férias o que não facilita uma abertura generalizada.

“Há Misericórdias que estão a aproveitar este período de férias para fazerem obras que reforçem a autonomização dos edifícios dos Centros de Dia, de modo a permitir em setembro, uma abertura mais segura destas infraestruturas”, acrescentou Manuel Lemos.

Os responsáveis da UMP e da CNIS sublinham o trabalho de proximidade que estão a desenvolver com Ministério do Trabalho e da Segurança Social e com a Direção Geral da Saúde.

À Agência ECCLESIA manifestam “estranheza e preocupação” perante a polémica com que alguns setores profissionais estão a pressionar a ministra deste setor, Ana Mendes Godinho.

HM

Partilhar:
Share