Presidente da República encontrou-se com representantes da CNIS e das Misericórdias

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, conversa por teleconferência com o presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos. Foto: Lusa

Lisboa, 25 mar 2020 (Ecclesia) – O presidente da República afastou hoje um cenário de rutura no setor social e solidário, perante a crise provocada pela pandemia da Covid-19 em Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa falava à imprensa, depois de reuniões presenciais e por videoconferência com representantes do setor social, Manuel Lemos da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), e o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade Social (CNIS).

O chefe de Estado reconheceu que os profissionais do setor social não foram considerados como essenciais no “quadro especial” do estado de emergência, recordando que muitos foram para casa, fragilizando os recursos disponíveis.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que nesta pandemia os mais vulneráveis são “os que em grande medida são apoiados pelas estruturas sociais, os idosos”.

O presidente da República considerou essencial “acompanhar estes profissionais, ter em conta o seu enquadramento familiar e proceder à desinfeção dos espaços equipamentos destas instituições”.

O responsável político voltou a afirmar que “o país precisa muito do setor social”.

Este setor foi essencial durante a crise económica e será fundamental nesta crise da saúde e nos tempos que se lhe seguirem”.

Segundo o chefe de Estado, “as consequências desta crise serão mais longas que as da crise económica” e o setor social acolhe todas as gerações, das crianças aos idosos.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou um apelo a todos “os da sua idade” (71 anos), que constituem o grupo de maior risco, para que permaneçam em casa e cumpram as recomendações da Direção Geral da Saúde.

HM/OC

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