Presidente da CNIS diz que instituições «precisam de máscaras, luvas e gel»

Porto 18 mar 2020 (Ecclesia) – O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) alertou para a falta de apoio, “por parte do Estado”, a quem está “na linha da frente” para tentar proteger “a população mais carenciada e frágil”.

“Espero que urgentemente o Estado olhe para este sector e que sejam anunciadas medidas de apoio às Instituições de Solidariedade que prestam mais serviços, têm mais custos e são atingidas por menores apoios”, referiu o padre Lino Maia à Agência ECCLESIA.

O Governo português anunciou esta manhã, em conferência de imprensa conjunta dos Ministérios das Finanças e da Economia, linhas de crédito de 3 mil milhões de euros para os setores mais atingidos pela crise originada pelo Covid-19 – a restauração e similares, o turismo, a indústria, em particular têxtil, vestuário, calçado, indústria extrativa e da fileira da madeira.

“Pensam-se medidas de apoio às empresas mas esquecem-se os que estão a enfrentar as situações mais difíceis”, realça o presidente CNIS..

O padre Lino Maia assinala que as Instituições de Solidariedade estão “mobilizadas” no enfrentamento da atual situação de controlo da pandemia Covid-19 e de isolamento social e para além dos apoios financeiros, “porque enfrentam um volume acrescido de solicitações e não têm meios”, precisam de máscaras, luvas e gel “em quantidades significativas” para os seus lares e para “um aumento muito significativo de apoio domiciliário que estão a prestar”, como os agentes de Saúde.

Neste contexto, o sacerdote da Diocese do Porto explica que a CNIS está a apoiar as Instituições nos cuidados que devem ter, “recomendando o cancelamento de visitas a lares”, encerramentos de creches, Infantários, centros de atividades ocupacionais, centros de convívio e centros de dia, prestando cuidados de saúde.

Agência Ecclesia/MC

“E aumentando muito significativamente o apoio domiciliário a todos aqueles que não devendo frequentar as Instituições precisam de receber apoios, nomeadamente com o serviço de refeições, o apoio na higiene e com outros cuidados”, acrescentou o padre Lino Maia.

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade é a organização confederada das IPSS e tem como finalidade defender e promover o quadro de valores comuns: capilaridade, caridade, comunidade, gratuitidade, lealdade, proximidade, solidariedade e subsidiariedade.

O Presidente da República considerou hoje “indispensável” a declaração do estado de emergência para dar “cobertura constitucional a medidas mais abrangentes que se revele necessário adotar para combater esta calamidade pública”, a pandemia da Covid-19.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) informou que o número de infetados pelo novo coronavírus em Portugal é de 642, com duas vítimas mortais.

 CB/OC

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