Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana diz que Serviço Nacional de Saúde «é um grande bem», que deve chegar a toda a população

Foto: Lusa/EPA

Santarém, 09 jul 2020 (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana afirmou que o “Serviço Nacional de Saúde é um grande bem em Portugal”, destacando a “coragem” dos profissionais de saúde durante a atual pandemia.

“Foi notável e é preciso sublinhar a destreza, a coragem, dos profissionais de saúde em enfrentarem o medo para viverem estes momentos, aquilo que se dispuseram, alterar um programa de vida, deixar para trás direitos pessoais, porem em risco a sua própria saúde, a sua própria vida, e a sua família para viver a sua profissão”, disse D. José Traquina à Agência ECCLESIA.

O bispo de Santarém afirma a gratidão e reconhecimento por “essa consideração pela vida humana”.

Neste contexto, e quando na Assembleia da República se realizam audiências dedicadas aos cinco projetos de Lei sobre a legalização da eutanásia em Portugal, D. José Traquina assinala que “o médico se sente vitorioso quando defende a vida”, não a morte.

“É preciso conhecer o que é que são os cuidados paliativos. É qualquer coisa de espantoso em termos de bem para a pessoa, agora é preciso que funciona para todos, que haja para todos”, observou.

O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana destaca que o Serviço Nacional de Saúde “é um grande bem em Portugal, mesmo que haja fragilidades, coisas que não corram bem”, e “é bom que se mantenha”, que possa ser fortalecido e “com abrangência às respostas necessárias à população”.

Segundo D. José Traquina, o tema da saúde e das diferenças entre regiões “deve ser motivo de reflexão”, porque, longe do litoral, “há comunidades fragilizadas”, considerando que existem “opções politicas que podem ajudar a valorizar mais o Interior”.

Os bispos portugueses, no recente documento ‘Recomeçar e reconstruir’, pedem políticas de futuro e o bispo de Santarém lembra as cidades como Leiria e também do interior de Portugal, como Castelo Branco, Bragança, “ganharam logo outra vida, outra graça, outra dimensão” com universidades e institutos politécnicos.

“Isso mostra como esta possibilidade dá às cidades, dá às vilas, um sonho, dá horizontes, capazes de desenvolver um trabalho nessas cidades de atração a alunos do estrangeiro que é muito curioso”, acrescentou o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.

Desde segunda-feira, D. José Traquina é o entrevistado do programa ‘Ecclesia’, na Antena 1 da rádio pública, que pode ser ouvido pelas 22h45, numa reflexão sobre a sociedade que tem como base o documento ‘Recomeçar e reconstruir’, sobre a sociedade portuguesa a reconstruir depois da pandemia de Covid-19.

CB/OC

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