Comunidade cigana “não faz feiras” e pede mais apoios

Diocese da Guarda

Guarda, 26 mar 2020 (Ecclesia) – O presidente da Cáritas Diocesana da Guarda, disse hoje à Agência ECCLESIA, que a instituição está a funcionar normalmente, com as devidas precauções, e que depois desta “crise os pedidos de ajuda vão aumentar”.

“Temos todas as valências em funcionamento, o público vem aqui e é atendido na porta de entrada, os pedidos de ajuda, para já mantêm-se mas, depois desta crise os pedidos vão aumentar, isso vai ser uma realidade”, referiu.

Perante a realidade da pandemia do Covid-19, e consequente isolamento social, Manuel Portugal destaca as dificuldades que a comunidade cigana, que vive na diocese, tem demonstrado.

“A comunidade cigana vai ser um problema, as feiras não existem, eles não têm dinheiro e começam a ter dificuldades, aparecem na Cáritas mais vezes para receber os bens alimentares, estamos atentos e não vai haver fome”, indica.

Numa diocese com população muito envelhecida, o presidente da Cáritas sente que esta “faixa etária está assustada” com as notícias que vê.

A Cáritas tem o serviço de apoio domiciliário que se mantém e aí percebemos que os idosos estão muito assustados, as notícias são muitas, mas aqui na nossa zona está tudo normal, e a gente sai à rua e os ares são puros”.

O presidente da Cáritas diocesana da Guarda conta ainda que não se vê ninguém na rua e que “os idosos têm acatado muito bem as indicações”.

O responsável recorda que o organismo católico presta apoio aos migrantes e estudantes universitários oriundos do PALOP e que “se mantêm os pedidos de ajuda normais”.

SN

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