D. José Ornelas pede que se evitem ajuntamentos depois das celebrações, mantendo suspensão de procissões e festas

Setúbal, 20 abr 2021 (Ecclesia) – O bispo de Setúbal publicou um conjunto de indicações para nova fase de desconfinamento, com apelos à precaução dos responsáveis paroquiais e agentes de pastoral.

“Devemos todos ter em conta que o perigo não foi ainda ultrapassado e que as medidas precaucionais têm de ser aplicadas, como temos feito ao longo de toda a crise, para evitar que a maior abertura que se verifica venha a aumentar os contágios e a levar ao recuo no processo de desconfinamento”, escreve D. José Ornelas, numa nota divulgada online pela diocese sadina.

O responsável, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), precisa que as atividades das comunidades católicas continuam a regular-se pelas normas acordadas com as autoridades nacionais de saúde e publicadas pela CEP, a 8 de maio de 2020.

“Recomenda-se especial cuidado nos ajuntamentos depois das celebrações, à saída e na sacristia, que, sendo desejáveis habitualmente, não são aconselháveis nesta situação”, observa D. José Ornelas.

Quanto a atividades com grande número de pessoas, como procissões e festas de grupos, de catequese e de movimentos, devem ser, para já evitadas. Quando tal for possível, cumpram-se as normas para eventos, segundo as orientações das autoridades competentes”.

O bispo de Setúbal insiste na ideia de que a celebração dentro das igrejas é segura, colocando o risco nas “celebrações familiares e sociais que normalmente se lhes seguem”.

Em relação à catequese, o responsável sadino realça que a mesma será presencial nas situações em que é possível “dispor de ambientes capazes de assegurar o distanciamento e a higienização”.

“Use-se a criatividade para encontrar meios de contacto com as crianças e envolva-se, o mais possível os pais na determinação dos modos mais adequados a cada situação”, acrescenta.

O presidente da CEP apela a uma caridade que “cuida de todos, especialmente dos mais frágeis”, com medidas positivas de contacto, de acompanhamento e criatividade.

“Particular atenção e criatividade deve ser dedicada às crianças e aos jovens, para que voltem a percorrer o caminho da comunidade e da igreja, para já nas celebrações e, à medida que as condições sanitárias o vão permitindo, nas outras atividades que comportem maior presença e convívio”, acrescenta D. José Ornelas.

O bispo de Setúbal admite que se vive uma “situação difícil, no campo pastoral, relacional e económico”, prevendo o seu agravamento, na vida de muitas famílias, com o fim das moratórias.

“Será necessário continuar e reforçar o esforço que as comunidades cristãs estão a fazer para ajudar os mais fragilizados”, apela.

OC

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