D. José Ornelas sublinha compromisso da Igreja Católica com a segurança das comunidades

Fátima, 15 abr 2021 (Ecclesia) – O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse hoje em Fátima que as medidas tomadas pela Igreja Católica para assegurar a segurança das suas comunidades, incluindo a suspensão de celebrações, são um gesto de “responsabilidade”, perante a pandemia.

“É preciso consolidar o ponto em que estamos e não voltarmos para trás”, referiu D. José Ornelas, em conferência de imprensa.

O responsável falava aos jornalistas no final da 200ª Assembleia Plenária da CEP, que decorreu em Fátima desde segunda-feira, ainda com a participação por via digital de cerca de 15 bispos.

Para o bispo de Setúbal, as celebrações religiosas são seguras e a questão que se tem levantado está ligada aos ajuntamentos que podem surgir “à volta da igreja”, evitando-se por isso as procissões e outras manifestações públicas.

“Celebramos com toda a tranquilidade nas igrejas”, referiu, a respeito da última Páscoa.

Questionado sobre as celebrações do próximo verão, D. José Ornelas destacou que a Igreja Católica tem contribuído “ativamente para encontrar soluções”, face à pandemia de Covid-19, e para “celebrar o mais possível” dentro da situação que se vive, aceitando os contributos científicos e sociais.

“Se houver normas, vamos adequar os nossos procedimentos, para que seja possível e na medida do possível”, apontou.

O bispo de Setúbal reafirmou que as celebrações comunitárias não foram suspensas “nem por medo, nem por comodismo”, mas numa atitude de “responsabilização” e “dignificação do ser humano”.

“Perante o risco das novas estirpes do vírus, já não estávamos tão seguros”, destacou, a respeito do segundo confinamento.

D. José Ornelas assinalou que, nas igrejas é “mais fácil encontrar uma atitude respeitosa”, tomando a sério a própria segurança e a dos outros.

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa decidiu que as celebrações públicas da Missa fossem retomadas a 15 de março, mantendo a suspensão de procissões; da pandemia e Covid-19 esteve também na origem da suspensão do culto público católico entre o dia 13 de março de 2020 e 30 de maio do mesmo ano.

O regresso das celebrações públicas tem decorrido de acordo com as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa de 8 de maio de 2020 e “em consonância com as normas das autoridades de saúde”.

D. José Ornelas sustentou que não basta voltar ao que “era antes”.

“Queremos avançar para uma Igreja mais dinâmica”, declarou.

O tema foi referido no comunicado final da Assembleia Plenária da CEP, enunciando “desafios pastorais da pandemia: “o anúncio do essencial da mensagem cristã; a importância da dinâmica comunitária e de fraternidade; a missão da família e dos leigos; a atenção particular aos jovens e aos idosos; a urgência da formação; o cuidado das novas linguagens”.

“A Assembleia vê a saída desta pandemia como ocasião para a renovação da vida da Igreja e da sua missão no mundo”, sustentam os bispos.

OC

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