D. Francisco Senra Coelho determina suspensão de celebrações comunitárias

D. Francisco Senra Coelho Foto AE/MC

Évora, 14 mar 2020 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora apelou à colaboração de todos na “luta pela defesa da vida humana”, perante a propagação do Covid-19, determinando a suspensão de todas as celebrações comunitárias.

“Colaboremos proativamente nesta luta pela defesa da vida humana, que sempre defendemos, suspendendo todo o tipo de celebrações comunitárias, nomeadamente da Celebração da Palavra e da Eucaristia”, apela D. Francisco Senra Coelho, numa mensagem em que atualizada as indicações que deixara a 10 de março.

A Conferência Episcopal Portuguesa determinou esta sexta-feira a suspensão das celebrações comunitárias da Missa, em todo o país.

“Nesta hora de provação recomendo aos Pastores que acompanhem pessoalmente os fiéis servindo-se de todos os meios que as novas tecnologias nos propõem. Na Eucaristia diária que celebro ter-vos-ei presente a todos e procurarei que a mesma seja transmitida diariamente através da Página da Arquidiocese e do Facebook, às 19h00”, escreve D. Francisco Senra Coelho.

Além desta indicação, o arcebispo de Évora pede que celebrações do Batismo ou do Matrimónio que não possam ser adiadas se realizem “unicamente na presença de familiares mais próximos”.

A mensagem destaca a “especial sensibilidade” dos funerais, apelando a “um especial cuidado nas Celebrações das Exéquias; no referente às Celebrações Penitenciais, pede-se que sejam adiadas, “não negando o Sacramento da Reconciliação a quem o solicitar, salvaguardando todas as medidas de proteção”

Atentos à séria ameaça do momento vivido por todos, também devemos acompanhar a sensibilidade da sociedade na suspensão de todo o tipo de reuniões, nomeadamente a Catequese, Grupos Paroquiais de Adultos e as atividades Escutistas e de outros Movimentos Eclesiais”.

D. Francisco Senra Coelho comunica ainda o adiamento da visita pastoral que estava programada para as paróquias de Elvas, como forma de “contribuir para o bem da saúde pública”.

O responsável católico considera que esta experiência mostra que “o homem não é Deus de si próprio nem a ciência e a tecnologia encerram a última palavra de Esperança”.

“Para nós cristãos esta circunstância pode ser vivida como uma séria interpelação ao primado de Deus nas nossas vidas e à importância da vivência fraterna do mandamento novo do amor”, aponta.

O número de casos de pessoas infetadas com coronavírus em Portugal subiu hoje para 169.

“Com todos os que generosa e competentemente estão no terreno do combate desta ameaçadora pandemia nas suas missões profissionais, nomeadamente nos serviços de saúde, socorro, segurança e proteção, saibamos ser particularmente gratos atentos e colaboradores”, conclui.

OC

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