Organismos incentivam a «redescobrir» os relacionamentos

Roma, 17 mar 2020 (Ecclesia) – A Federação das Associações de Famílias Católicas da Europa (FAFCE) incentiva à redescoberta dos relacionamentos no contexto da pandemia Covid-19 por que “é a solidão que corre o risco de se espalhar”.

“Não é fácil ficar juntos por um longo tempo em casas que rapidamente se tornam estreitas. Mas, ao mesmo tempo, vivemos esse momento como uma oportunidade para redescobrir os nossos relacionamentos humanos e reconhecer o papel essencial da família em nossas sociedades”, assinala o presidente da federação que representa 27 associações nacionais e locais.

Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, Vincenzo Bassi expressa os “mais calorosos desejos” a todas as famílias da Europa, a todas as mães e pais de famílias, sem as quais não se podia “superar essa fase” da prevenção do coronavírus Covid-19.

“As medidas de emergência adotadas para as famílias devem ser universais e automáticas: Não devem depender da renda nem envolver procedimentos burocráticos, mas devem ser facilmente acessíveis a todos”, alerta o responsável italiano.

Vincenzo Bassi salienta que nesta crise todos têm uma parte de “responsabilidade em relação ao bem comum” e agradece, por exemplo, as palavras do Papa Francisco na Missa que é transmitida online todas as manhãs às 07h00 (hora local).

“As famílias, em particular, são chamadas a redescobrir-se como igrejas domésticas, o principal local para a transmissão da fé. Os conselhos para a liturgia doméstica já são apresentados online e as novas tecnologias oferecem alternativas para permanecer ligado em oração”, acrescentou.

Também Antoine Renard, presidente honorário da Federação das Associações de Famílias Católicas da Europa, destaca o serviço prestado pela família à sociedade e exemplifica que, em situações de emergência, “os médicos e as equipas de enfermeiros são apoiados pelas suas famílias”, as pessoas mais vulneráveis, “como os idosos”.

Neste contexto, a FAFCE contabiliza que hoje existem cerca de 44 milhões de famílias unipessoais na Europa e 32% das pessoas com mais de 65 anos vivem sozinhas.

“Devemos garantir, por todos os meios possíveis, esse contacto com os idosos e ser muito pró-ativos para manter essas relações e evitar a solidão”, acrescenta Antoine Renard.

A Federação das Associações de Famílias Católicas da Europa que representa 27 associações nacionais e locais apresenta-se como “a voz das famílias numa perspetiva católica”.

O organismo participa no Conselho da Europa e é membro da Plataforma de Direitos Fundamentais da União Europeia.

CB/OC

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