Lisboa, 17 mar 202 (Ecclesia) – A Fundação ‘Ajuda à Igreja que Sofre’ assinala que a Igreja Católica na Venezuela procura “auxiliar os mais desesperados”, com cinco milhões de pessoas em fuga e casos confirmados de contágio com o novo coronavírus.

“Esta situação vem agravar ainda mais a preocupação pela saúde e bem-estar dos venezuelanos, numa altura em que o país enfrenta talvez a maior crise da sua história”, refere a fundação pontifícia.

Na informação enviada à Agencia ECCLESIA, a Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) recorda que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou no sábado “medidas drásticas” para a contenção da epidemia Covid-19, decretando o “estado de alarme”, depois de confirmados os primeiros casos.

Neste contexto, lembra que “4,9 milhões abandonaram já as suas casas” desde 2015, numa fuga em massa das populações “ao ambiente de miséria em que caiu o país sul-americano”, segundo dados revelados na semana passada pela Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

O gabinete de Michelle Bachelet na Venezuela documentou “agressões contra opositores políticos, manifestantes e jornalistas, sem que as forças de segurança atuassem”, há registos de buscas na sede de um partido político, organizações não-governamentais e meios de comunicação social.

A AIS alerta que a situação de crise económica está a ter consequências dramáticas para as populações, “especialmente os pessoas que se encontram numa situação mais vulnerável, nomeadamente as crianças, os doentes e idosos”, e a Igreja Católica tem sido o “amparo de milhões de venezuelanos”, com a ajuda de organizações como esta fundação pontifícia.

O arcebispo de Mérida e administrador Apostólico de Caracas disse que a Igreja Católica na Venezuela “não perde esperança, criatividade e constância para servir aos outros”.

“Nos bairros mais populares, a presença da Igreja é impressionante, envolvida em todas essas comunidades com uma alegria e uma dedicação que me edificam”, referiu o cardeal Baltazar Porras, salientando também o esforço solidário como as paróquias da Venezuela foram transformadas em refeitórios sociais e dispensários médicos.

O secretariado português da Fundação ‘Ajuda à Igreja que Sofre’ explica que tem apoiado a Igreja na Venezuela através de “diversos projetos de emergência humanitária”, como o “apoio a cantinas paroquiais, construção de poços de água, a compra de geradores elétricos, entre outras necessidades”.

CB

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