Eugénia Silva assume que estão na «linha da frente para o que der e vier»

Fátima, 11 mai 2021 (Ecclesia) – Eugénia Silva, presidente da Cáritas paroquial de Fátima, disse à Agência ECCLESIA que o tempo vivido em pandemia tem sido “muito difícil para as famílias” de Fátima, mas que estão na “linha da frente” para a ajuda.

“Este tempo tem sido muito difícil, com uma duplicação de famílias a pedir ajuda. Todas as semanas chegam casos novos, está muito complicado! Mas nós,  Cáritas, estamos na linha da frente para o que der e vier”, assegura Eugénia Silva.

A maioria das famílias que pedem ajuda “trabalham nas áreas de hotelaria e restauração”, “pontos muito fortes por causa do turismo”.

“O nosso ponto positivo foi as pessoas perceberem que tinham de olhar para o lado, para o vizinho, e, os paroquianos de Fátima, entenderam muito bem a questão e eles próprios foram fazendo questão de vir à Cáritas e fazer campanhas”, conta. 

A entrevistada refere que a Cáritas paroquial dá ajuda na “base de produtos alimentares e de higiene” e contam com um protocolo com uma associação para ajuda com roupa.

Eugénia Silva afirma que, apesar dos tempos muito difíceis, considera estar de “coração cheio” pela solidariedade que foi sendo demonstrada, através de várias campanhas.

“Ao nível da catequese tivemos várias campanhas com o apoio dos catequistas, no advento a campanha das sopas, ajudávamos as famílias com sopa e restaurantes que confecionavam as sopas e os donativos eram para esses restaurantes; depois tivemos a campanha dos mealheiros, do Natal à Páscoa, cada criança levou para a sua família e aquilo que podiam doar colocavam no mealheiro”, recorda.

Outra campanha que a responsável destaca foi “uma campanha de uma rua de comércio”, que depois abrangia quase toda a Cova da Iria e que, com a ajuda de todos os lojistas, “houve participações em dinheiro, vouchers em talhos e frutarias, tudo para ajudar a Cáritas”. 

O Santuário de Fátima viveu meses de silêncio e “longe das habituais multidões” que Eugénia Silva viu “com muita tristeza”.

“Nós estamos habituados às multidões mas este tempo deu uma coisa positiva, que gostava que se mantivesse, que foi o agregar das famílias, vivemos no nossos nicho familiar mas estava um pouco esquecido e, com a pandemia na comunidade as famílias ficaram mais unidas, o silêncio fez com que nos aproximássemos para acudir uns aos outros”, assume. 

LFS/SN

Partilhar:
Share