Diretor do Museu do Santuário de Fátima apresenta a mostra temporária que começa num tear e continuam através de um «fio quebrado»

 

Fátima, 11 mai 2021 (Ecclesia) – O diretor do Museu do Santuário de Fátima assinala que a exposição temporária ‘Rostos de Fátima: fisionomias de uma paisagem espiritual’ começa num tear de onde sai um fio para contar uma história construída de rostos diversos.

“A primeira peça é talvez menos habitual neste tipo de ambiente, é um tear que está com uma peça ainda a meio, e tem os fios bastantes desarranjados. Quisemos deixar assim porque é a partir de um fio quebrado que vamos contar esta história”, disse Marco Daniel Duarte, na reportagem transmitida hoje no Programa Ecclesia, na RTP 2.

‘Rostos de Fátima: fisionomias de uma paisagem espiritual’ é o título da exposição temporária que pode ser visitada até 15 de outubro de 2022, no Convívium de Santo Agostinho, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade.

O diretor do museu e do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima explica que os visitantes vão descobrir uma história de Fátima “contada a partir dos seus rostos” e das fisionomias que foram buscar aos “arquivos fotográficos, ao arquivo documental, histórico”, a várias bibliotecas, e a outras instituições que cederam peças para contar esta história.

Os primeiros rostos da exposição temática são dos três pastorinhos, “que foram os protagonistas da primeira hora”, Francisco e Jacinta Marto e Lúcia de Jesus, numa das fotografias “mais célebres” e a partir da qual fizeram as imagens para a sua canonização e beatificação.

Depois, os visitantes conhecem muitos outros rostos, como os que em 1917 “colocaram Fátima nos jornais”, Gilberto Fernandes dos Santos que “colocou a imagem de Nossa Senhora de Fátima” na Cova da Iria, os que interrogaram os pastorinhos, e quem levou Fátima “para outras latitudes”.

Neste contexto, Marco Daniel Duarte salienta que também estão presentes rostos femininos, as mulheres que “convenceram” conferências episcopais, bispos, a “levar a imagem de Nossa Senhora de Fátima pelo mundo”, nos anos 40, nomeadamente Maria Teresa Pereira da Cunha e Maria Teresa Villas Boas.

O Papa polaco João Paulo II, que é “obviamente um rosto de Fátima”, e o padre Luís Kondor, “responsável pelas memórias da Irmã Lúcia”, também estão presentes, bem como bispos e os reitores.

As pessoas que “olharam para Fátima com dúvidas, que se fizeram adversários” também estão presentes, como o administrador do concelho de Ourém no tempo das aparições, ou os que “escreveram contra Fátima”.

Os peregrinos, que segundo o diretor do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima, são “o rosto mais claro deste lugar” encerram a primeira parte da exposição.

Na segunda parte dos ‘Rostos de Fátima: fisionomias de uma paisagem espiritual’, os visitantes conhecem os rostos que o santuário apresenta, como o rosto de Deus trinitário mas também “humanado”, o rosto do anjo e o “rosto da humanidade peregrina”.

“Num tempo de pandemia também é feita a pergunta quem somos nós, como é que nos posicionamos perante o nosso tempo, perante a finitude e o mistério da morte”, acrescenta Marco Daniel Duarte.

No final os visitantes “apanham o fio que vai completar uma tapeçaria” que dá a chave de leitura de toda a exposição, a partir das palavras do Papa Francisco na encíclica ‘Fratelli Tutti’.

HM/CB

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