Viseu: Bispo conclui visita pastoral à paróquia de Santa Maria com apelo ao acolhimento de migrantes

D. António Luciano terminou passagem pelo Arciprestado de Viseu Urbano, com a celebração de uma Eucaristia

Foto: Diocese de Viseu

Viseu, 23 jun 2026 (Ecclesia) – O bispo de Viseu terminou este domingo a visita pastoral à paróquia de Santa Maria, concluindo o percurso pelo Arciprestado de Viseu Urbano, com um apelo a manter o acolhimento dos migrantes, na Eucaristia a que presidiu na catedral.

D. António Luciano sublinhou a importância do trabalho desenvolvido pelas instituições paroquiais, bem como pelas entidades da sociedade civil, que dão “uma resposta muito importante”, sobretudo relativamente à integração e ao acolhimento de quem chega do exterior e de pessoas em situação de maior vulnerabilidade, como acontece com a Cáritas Paroquial de Santa Maria.

Na homilia, o bispo traçou um retrato da comunidade paroquial, que abrange o centro histórico da cidade mas também as comunidades que se reúnem no Carmo e na Misericórdia, reconhecendo a presença de “instituições muito dinâmicas, onde estão instalados vários serviços públicos.

D. António Luciano destacou a importância da cooperação existente entre os diferentes polos, apelando a um trabalho em rede “com todas as instâncias civis, de segurança e eclesiais”.

Segundo informa o Gabinete de Comunicação da Diocese de Viseu, o bispo diocesano deixou uma palavra de especial atenção para com aqueles que chegam à cidade de Viseu, nomeadamente os imigrantes, pedindo que sejam acolhidos, escutados e integrados na comunidade, recordando que “a Igreja é uma casa de todos e para todos”.

Dirigindo-se à assembleia presente, o responsável católico lançou num repto: “Deixo-vos o desafio de descobrir caminhos de renovação pastoral, chamando outros, para todos juntos robustecermos o tecido da nossa paróquia, com as famílias, grupos pastorais e escuteiros, para que possamos dar resposta aos desafios da nova evangelização”.

O pároco local, cónego Manuel Matos, que acompanhou o bispo ao longo da semana da visita pastoral, agradeceu a disponibilidade e a proximidade demonstradas por D. António Luciano, salientando a importância do momento de encontro e escuta com os diferentes grupos e instituições da paróquia.

O sacerdote salientou ainda o caminho feito pela comunidade paroquial, valorizando o contributo de todos quantos colaboram na missão pastoral, social e caritativa, reforçando o compromisso de continuar a construir uma paróquia aberta, participativa e atenta aos desafios da sociedade atual.

Na sequência da visita pastoral, a paróquia de Santa Maria assumiu vários compromissos, entre eles “um maior empenho de todos para se construir um projeto comum de comunidade”, “ser capaz de levar aos outros, pelo testemunho e pela palavra, a alegria de ser cristão e de se sentir bem em viver na comunidade cristã”.

Além disso, comprometeu-se a “crescer e desenvolver a comunicação da vida que se desenrola na comunidade” e “acolher e atender as realidades resultantes da presença de migrantes, quer a nível eclesial, quer a nível social”.

Foto: Diocese de Viseu

A Missa foi antecedida de um encontro com o Agrupamento de Escuteiros 102, onde o bispo dirigiu palavras de agradecimento e de incentivo ao espírito de missão dos vários elementos.

A paróquia de Santa Maria foi a última do Arciprestado de Viseu Urbano a receber a visita pastoral do bispo de Viseu, colocando fim a um percurso que se iniciou em fevereiro.

D. António Luciano faz um balanço positivo destes meses de encontro com as comunidades, realçando a proximidade, a escuta e a riqueza das realidades pastorais encontradas.

O bispo enfatiza a importância destes momentos para conhecer melhor a vida das paróquias, valorizar o trabalho desenvolvido por sacerdotes, agentes pastorais, grupos e instituições, e reforçar o compromisso de uma Igreja mais próxima, participativa e missionária, empenhada na evangelização, na formação e em caminho de renovação.

Destes encontros vão nascer bons frutos, acredita o responsável católico, permitindo estreitar relações entre a comunidade eclesial e a sociedade civil e reforçando a importância da colaboração e do trabalho conjunto na resposta aos desafios das comunidades e na construção de pontes.

Para D. António Luciano, a visita pastoral é também uma oportunidade de escuta e diálogo, que ajuda a fortalecer laços, reconhecer caminhos já percorridos e identificar novos desafios e respostas na missão da Igreja.

De acordo com o direito canónico, os bispos devem visitar as paróquias e instituições católicas da sua jurisdição, pelo menos a cada cinco anos.

LJ/OC

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