O tempo de pandemia comentado por painel com representantes de várias geografias e realidades

Lisboa, 29 jun 2020 (Ecclesia) – Um painel de jovens, de várias realidades e circunstâncias, partilhou nas “Conversas na Ecclesia” desta segunda-feira os seus medos e angústias em tempo de pandemia num reencontro marcado também pela esperança no futuro. 

“Esta foi uma oportunidade para reconhecer o trabalho de outros jovens, não temos a noção do que se faz noutras paróquias, é engraçado ver que todos trabalham áreas diferentes e ver o trabalho dos jovens na Igreja, que nem sempre é valorizado e fica escondido muitas vezes”, aponta Duarte Pereira, da Diocese do Funchal.

O jovem dos grupo de acólitos da paróquia de Santa Cecília, em Câmara de Lobos, que “confessava os receios dos madeirenses perante a abertura do aeroporto”, foi um dos intervenientes na conversa que trouxe emoções, ansiedades e esperança nos testemunhos. 

A cada segunda-feira os “Momentos F5” foram trazendo a vivência dos jovens neste tempo de pandemia e a última conversa, que fecha este ciclo, provocou um reencontro da juventude. 

“Não nos podemos deixar levar pelo que acontece de mal, esta é uma experiência diferente de todas as que alguém já pode ter tido, eu iria outra vez”, disse Miguel Gomes, escuteiro da Diocese da Guarda, que está na Polónia, em Erasmus. 

Nas “Conversas na Ecclesia” passaram realidades como ter o sacramento do crisma adiado, pontos de interrogação na vida universitária, reuniões online de grupos de jovens e até aulas de fitness, irmãos que passaram o tempo de confinamento separados, apoio à solidão dos idosos, hortas comunitárias que levaram os jovens a trabalhar a terra, inícios de carreia profissional conturbados e também experiências de serviço e apoio aos outros. 

“Há que procurar não cruzar os braços mas adaptar à realidade; há muitos receios, vou tentando ser “sentinela de esperança”, porque este tempo vai ter consequências em todas empresas e enquanto jovem há que ter este fator na vida”, destaca Madalena Correa de Oliveira, do movimento Equipas Jovens de Nossa Senhora.

O jovem médico e escuteiro Rui Teixeira, da Diocese de Setúbal, deixou o “alerta para a responsabilidade de todos, na necessidade de novos costumes, porque o costume dos contactos sociais têm de mudar”.

Já a presidente do Conselho Nacional da Juventude, Rita Saias, destacou a parceria entre esta  plataforma de organizações de juventude com o Corpo Nacional de Escutas (CNE) e Associação de Escoteiros de Portugal (AEP) para a sensibilização da juventude para prevenir a pandemia Covid-19. 

“Este tempo de desconfinamento é diferente, temos de perceber onde podemos ir, o que  conseguimos fazer e o que não podemos fazer, é diferente voltar à vida normal, dá-nos tempo para reajustar e readaptar à rotina do dia a dia”, aponta.

A rubrica “Momentos F5” quis trazer à conversa a criatividade, adaptação, fortalecimento e esperança da juventude nesta partilha ao longo de 10 semanas, em tempo de pandemia e incertezas para muitos jovens.  

SN

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