Estudante de Engenharia Física na Universidade do Minho integrou a Pastoral Universitária como residente e encontrou «novas dimensões de ser cristão»

 

Braga, 24 jun 2021 (Ecclesia) – Raquel Madureira, estudante de Engenharia Física na Universidade do Minho, contou à Agência ECCLESIA que foi difícil “balancear a expetativa e a realidade” no mundo académico e onde a Pastoral Universitária lhe trouxe “novas dimensões de ser cristão”.

“Na experiência da universidade temos todas as expetativas e o mais difícil foi balancear a expetativa e a realidade, todos queremos experiências novas, relacionarmos com os  nossos pares e isso não pôde acontecer, é um bocadinho triste e desolador mas temos de ter como horizonte algo positivo e pensar que esta situação menos boa vai passar e melhorar e que possamos ainda ter um ‘cheirinho’ do que é a vida académica”, deseja a jovem estudante.

Raquel Madureira, estudante do 2º ano de Engenharia Física na Universidade do Minho, desde 2019/2020 e o primeiro semestre correu bem mas depois “o mundo confinou e os universitários também”.

“Foi uma mudança abrupta de ambiente, da universidade, da residência da pastoral universitária para um quarto com uma janela é um bocadinho diferente”, recorda.

A jovem, natural da paróquia de Vila Boa de Ousilhão, diocese de Bragança-Miranda, ingressou numa residência da pastoral universitária de Braga, onde a irmã já tinha estado, e, no primeiro confinamento, teve de lidar com 30 jovens.

“Era uma experiência impensável, só a noticia e os perigos do vírus que não se sabia muito bem e assustava, depois ter de lidar com 30 jovens que estavam na residência foi complicado mas conseguimos dar a volta”, assume.

Com o confinamento surgiram as aulas online e todas as limitações, como as “aulas práticas que passaram a ser online”, uma vez que “ninguém tinha um laboratório em casa para fazer as experiências” e saiu tudo mais prejudicado”.

Esta pertença à pastoral universitária, onde entrou como “residente”, deu a Raquel Madureira a possibilidade de integrar um grupo de voluntariado e uma nova visão sobre a dimensão do cristianismo, além de ajudar a “suavizar a experiência do confinamento”.

“Antes da universidade era o molde religioso mas não tinha nada que colocasse em prática a fé, e ali apercebi-me das várias dimensões de ser cristão”, aponta.

As «Conversas na Ecclesia» desta semana têm o mote do final de ano letivo, vão percebendo as várias realidades e os efeitos da pandemia, de segunda a sexta-feira, às 17h00 no site ECCLESIA e às 22h45 no programa de rádio da Antena 1.

SN

 

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