Francisco recebe participantes na 94ª Assembleia Plenária da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais

Cidade do Vaticano, 24 jun 2021 (Ecclesia) – O Papa alertou hoje para a crise no Médio Oriente e Etiópia, falando aos participantes na 94ª Assembleia Plenária da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais, que decorreu no Vaticano.

“O grito que vem da Síria está sempre presente no coração de Deus, mas parece incapaz de tocar o dos homens que têm nas mãos o destino dos povos. Permanece o escândalo de dez anos de conflito, milhões de deslocados internos e externos, as vítimas, a necessidade de uma reconstrução que ainda permanece refém da lógica partidária e da falta de decisões corajosas para o bem daquela nação martirizada”, denunciou Francisco.

Num discurso divulgado pela Santa Sé, o Papa falou sobre a situação eclesial no Líbano, Iraque, Etiópia, Arménia e Geórgia, “com particular atenção aos pequenos e aos pobres”.

“Às vezes é necessário reconstruir edifícios e catedrais, inclusive os que foram destruídos pela guerra, mas antes de tudo é preciso ter no coração as pedras vivas que estão feridas e dispersas”, sublinhou.

Francisco manifestou a sua preocupação com o conflito na região de Tigray, na Etiópia, que atinge ainda a vizinha Eritreia.

Durante o encontro, o Papa destacou o impacto da pandemia, realçando que a coleta em prol da Terra Santa registou uma quebra de 50% em 2020.

“Os longos meses em que as pessoas não puderam reunir-se nas igrejas, para as celebrações, e a crise económica gerada pela pandemia pesaram muito”, apontou.

O Papa aludiu às “ruas desertas de Jerusalém, sem peregrinos”, com impacto negativo nas populações locais, e ao conflito entre Israel e Palestina, com “céus sulcados por bombas que causam destruição, morte e medo”.

O Vaticano vai receber a 1 de julho um encontro de representantes cristãos do Líbano, para debater a situação do país.

OC

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