Religiosa Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição lembra também papel das famílias, para quem compôs uma música

 

Lisboa, 20 ago (Ecclesia) – A irmã Maria Amélia Costa, da Congregação das Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição, com 50 anos de vida religiosa destaca hoje, e agradece, os “santos da porta ao lado” que a têm ajudado na “missão de evangelização” pela música.

“A minha missão de evangelização, de anunciar o evangelho às pessoas através da música, era muito pobre se não tivesse de facto a ajuda preciosa dos ‘santos da porta ao lado’ que também são compositores”, disse em entrevista à Agência ECCLESIA.

Na ‘Conversas aGOSTO’, desta quinta-feira, a irmã Maria Amélia Costa sublinha que “há músicos que são ‘santos da porta ao lado’, como diz o Papa”, a quem deve “muito” porque começaram a trabalhar quando “eram todos jovens”, por exemplo do movimento JUFRA – Juventude Franciscana Portuguesa, da Família Franciscana – que tem “estado a projetar-se muito e tem dado canções”.

“Hoje um homem, uma mulher, não se lançam em projetos únicos, a gente vê que todos estão unidos, a coesão cada vez é mais necessária. Toda a reflexão do magistério do Papa em relação ao presente e ao futuro na formação das novas gerações, e das famílias, neste cuidar do mundo, da terra, a linguagem hoje vai toda nesta linha: Precisamos todos uns dos outros”, desenvolveu.

50 anos de vida consagrada proporcionam muitos encontros e a religiosa das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição destaca o grupo de evangelização ‘Mendigo de Deus’, “que existe para evangelizar”, são “pais de família”, composto por Rui Pinto, Ricardo  Gonçalves, Rui Pedro Pires, Diana Gonçalves, Ricardo Matos e  André Oliveira.

“Sem eles ficava muito pobre qualquer tentativa que pudesse fazer. Eles projetaram muito mais a minha vida e a minha missão”, realçou.

Foto Mendigo de Deus (Facebook, arquivo 2015)

Em outros amigos da música e de evangelização, a irmã Maria Amélia Costa fez referência também a Vítor Pereira, da paróquia de Ermesinde, que tem CD’s de música sacra, de música litúrgica e de música mais juvenil, e está sempre disponível, “é um homem todo dado”, e a Claudine Pinheiro que “é uma dádiva, uma leiga que mexe com as novas gerações e mexe com as pessoas”.

“São estes que são anónimos, que não são conhecidos, que não estão na praça pública mas que estão a evangelizar”, afirma.

Neste contexto, a religiosa da congregação das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição conta que pensa também “muito nas famílias”, por que vê “a esposa que fica com três filhos, uma delas pequenina”, a que é enfermeira numa hospital e sai “mais cedo para ele poder ir evangelizar”, ou os avós que vão ficar “de noite com os filhos”.

“A família acompanha no silêncio e que colhe esta mensagem que damos ao mundo, também são atingidos por ela”, acrescenta, revelando que este ano sentiu “necessidade de fazer uma canção de homenagem às famílias”.

A irmã Maria Amélia Costa, religiosa de 73 anos, está esta semana nas ‘Conversas aGOSTO’, disponíveis online, de segunda a sexta-feira, a partir das 17h00, e no programa de rádio da Ecclesia na Antena 1, pelas 22h45, esta noite com a música homenagem que a Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição dedicou às famílias.

LS/CB

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