O Bispo greco-católico Mykola Simkaylo, de Kolomyia-Chernivtsi (Ucrânia), está convencido de que é possível caminhar para uma maior unidade dos cristãos nesta antiga república soviética, apesar das distâncias históricas que separam ortodoxos e católicos. “Enquanto falamos de duas Igrejas – Católica e Ortodoxa – professamos o mesmo Credo, expressando a nossa fé conjunta numa Igreja santa, Católica e Apostólica. Acreditamos que Deus vai guiar as nossas Igrejas para uma ‘communio’ de Misericórdia Divina – um encontro de mãos e corações”, refere. Após uma visita à sede da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), este responsável admite que o caminho para a unidade não tem sido fácil, sublinhando o impacto positivo da eleição do presidente Yushchenko, que funcionado como um “catalisador para a reconciliação das várias facções da Igreja Ortodoxa”. “A comunidade greco-católica, sob a liderança do Patriarca Lubomyr, também se tem empenhado neste objectivo da unidade, definida nas palavras de Cristo: ut unum sint”, prossegue. Apostada na formação das novas gerações, só recentemente a Igreja viu ser reconhecida oficialmente a Universidade Católica da Ucrânia, em Lviv. Muito esforço foi necessário para dar este passo, a que se somam a construção de 20 novas igrejas nesta eparquia (divisão correspondente às dioceses da Igreja Latina), com 260 mil fiéis, 210 padres, 70 seminaristas e 25 religiosas. Sobre o 60.º aniversário da AIS, que ocorre quando se celebram os 90 anos das aparições de Fátima, D. Simkaylo sublinha que “com humildade, dirigimo-nos a Nossa Senhora de Fátima para que envie ao mundo mais pessoas como o Pe. Werenfried ou Madre Teresa, que dedicaram as suas vidas a ajudar as pessoas em necessidade”. Departamento de Informação da Ajuda à Igreja que Sofre

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