Coordenador do projeto da arquidiocese de Braga valoriza participação nas Jornadas Nacionais de Comunicações Sociais para «partilha de boas práticas» e formação digital
Braga, 18 set 2026 (Ecclesia) – O padre Marcelino Ferreira, coordenador do «Laboratório da Fé», da arquidiocese de Braga, disse que as propostas formuladas por este projeto querem têm como eixo a “fraternidade” e “evidenciar este ponto na vivência da fé”.
“É um dos esforços que fazemos em todos os âmbitos, seja no âmbito do primeiro anúncio, seja do crescimento espiritual, ou da maturidade ou do discipulado. Mas é uma exigência muito grande de facto nos dias de hoje, porque vemos isso acontecer (a polarização e escassez de escuta) a partir de dentro da Igreja”, explica à Agência ECCLESIA.
Através das redes sociais e em plataformas digitais, o «Laboratório da Fé» quer, nas propostas que formula, promover a «Gramática do encontro», tema que as Jornadas Nacionais de Comunicações Sociais quer ver desenvolver.
“Nas propostas que fazemos, procuramos ter essa atenção. O «Laboratório da Fé» não pretende dividir, nem fazer mais separação, mas sim de facto promover a comunhão e uma esperança comum, a partir sempre deste eixo, se quisermos, fundamental, que é o da fraternidade. E olhar o outro como um irmão”, indica.
O Secretariado Nacional das Comunicações Sociais promove as Jornadas Nacionais sobre o tema ‘Por uma gramática do encontro’, fomentando a escuta entre os participantes em ordem a um “desenho de um mapa conjunto para a comunicação da Igreja em Portugal”.
No convite dirigido a todos os que queiram participar, o presidente da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais e a diretora do respetivo secretariado nacional afirmam que o objetivo é trabalhar num “caminho conjunto”, que tenha por ponto de partida a escuta recíproca.
Neste ano de 2026, as Jornadas Nacionais de Comunicação Social decorrem ao longo de um dia, a 24 de setembro, quinta-feira; no dia anterior, a Comissão Episcopal das Comunicações Sociais convida os diretores dos Secretariados Diocesanos para um jantar e uma reunião de trabalho, no Seminário de Leiria.
O padre Marcelino encontra nas JNCS uma oportunidade de “comunhão” e partilha de boas práticas que se vão fazendo em comunicação na Igreja.
“Independentemente do tema, procuro ter disponibilidade para participar pelo contacto que tenho com as pessoas e para aprofundar os conhecimentos a partir das partilhas que vão ser feitas. As boas práticas têm sido também um dos objetivos destes encontros, dar a conhecer e, por isso, a participação é útil”, reconhece.
O Laboratório de Fé, nascido em 2012 na arquidiocese de Braga, assume “uma presença física”, através do seu coordenador, mas alarga-se nas plataformas digitais.
“Acabou por se tornar uma plataforma digital, um meio de evangelização através das redes sociais. Nesse sentido, estou sempre à procura de melhor formação e de boas práticas na criação de conteúdos digitais que possam ir ao encontro dos objetivos da missão da Igreja”, indica.
LS/PR
Comunicações Sociais: Jornadas Nacionais vão ser ocasião de escuta para «construir um caminho comum»
