«É mesmo um instrumento para a missão como pároco, mas também de muitas outras missões no Patriarcado», afirmou Padre Paulo Araújo

Lisboa, 18 set 2026 (Ecclesia) – O pároco dos Anjos e Arroios, no Patriarcado de Lisboa, utiliza moto no dia-a-dia, e explica que é um instrumento importante para o serviço pastoral na capital, nas vésperas da 11.ª Peregrinação das Bênção dos Capacetes, em Fátima.
“Para mim, este é mesmo um instrumento para a missão que vivo, como pároco destas duas igrejas, mas também de muitas outras missões que vou tendo no patriarcado”, disse o sacerdote que também é assistente espiritual do Instituto Prisional de Lisboa e da Polícia Judiciária, esta sexta-feira, em entrevista à Agência ECCLESIA.
O padre Paulo Araújo explica que para poder estar nas Paróquias dos Anjos e Arroios e prestar assistência ao Instituto Prisional de Lisboa e à Polícia Judiciária “o meio mais fácil de deslocar é mesmo de moto”, e ao nível do estacionamento.
Nunca pensei poder juntar estas duas coisas, um gosto que é uma paixão pelas motos, mas, ao mesmo tempo, uma outra paixão que é por Jesus Cristo, por anunciar o Evangelho, que as duas coisas funcionem tão bem uma com a outra e uma ajuda a outra.”
O Santuário de Fátima vai acolher “milhares de motociclistas” na 11.ª Peregrinação Nacional da ‘Bênção dos Capacetes’, um momento de oração e de sensibilização para a segurança rodoviária, este domingo, dia 20 de setembro, no seu recinto de oração.
“Nós percebemos que por muito a segurança que tenhamos, e por muito cuidado que possamos ter é sempre um perigo. E há uma dimensão que é de colocarmos a nossa vida nas mãos de alguém que é maior, e pedimos esta proteção de Deus nos nossos trajetos. E pedir a proteção de Nossa Senhora, ela que prometeu velar sobre nós, e ajudar-nos a caminhar”, assinalou o padre Paulo Araújo.
O pároco dos Anjos e Arroios, com o capacete ao seu lado, acrescenta que nesta bênção podem confiar a Nossa Senhora de Fátima esse que “é um dos meios de proteção” de quem utiliza moto, “pedindo que Ela abençoe, que Ela proteja, e que Ela conduza”.
“Este lugar onde nós nos juntamos todos, não só para pedirmos esta bênção, esta proteção de Deus, mas também esta alegria de celebrarmos aquilo que é uma paixão, que é um gosto, que é uma forma também de nos deslocarmos mais prontamente e mais diligentemente. Eu acho que não poderia fazer a missão que faço em Lisboa, e em tudo aquilo que me é pedido, se não tivesse uma moto”, desenvolveu.

O patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, vai presidir à Missa com o rito de bênção dos motociclistas (sob o sinal da bênção dos seus capacetes), uma celebração que pode ser de primeiro anúncio, a partir das 11h00, no recinto de oração do santuário mariano.
“Jesus partiu das necessidades das pessoas e, a partir daí, há um caminho que vai fazendo com as pessoas. Eu creio que a bênção dos capacetes é algo semelhante: nós acolhemos as pessoas porque elas sentem a necessidade de serem protegidas por Deus, para que Deus os acompanhe e os proteja, mas depois este é um lugar em que Deus se vai maravilhando aos corações”, acrescentou o padre Paulo Araújo, referindo que é lugar, “muitas vezes”, para rezarem pelos amigos e companheiros que tiveram “a infelicidade de terem um acidente”.
As forças de segurança, nomeadamente a PSP, também participam nesta celebração da bênção dos capacetes, e, assinala o sacerdote, “a Polícia é super necessária”, muitas vezes, os motociclistas gostam “de facilitar”, por isso, essa presença, “não só nestes lugares mas na estrada em geral, é superimportante, ajuda muito a ter atenção”.
“Percebemos que eles têm o dever da nossa segurança, não só nossa dos motociclistas, mas de todas as outras pessoas”, realçou o padre Paulo Araújo, que recordou que uma “conversas mais engraçadas” que teve foi a falar sobre a sua moto com a polícia.

O sacerdote lembrou ainda que o gosto por este veículo “é um problema de família”, lembra-se de “andar sentado em cima do depósito” da moto do pai, “nos anos 70”, na entrevista no Programa ECCLESIA, desta sexta-feira, dia 18 de setembro, onde também comentou a liturgia do próximo domingo, as leituras do 25º Domingo do Tempo Comum que também serão escutadas em Fátima.
A 11.ª edição da Bênção dos Capacetes para além da celebração na Cova da Iria, tem a novidade de realizar-se, pela primeira vez, nas Dioceses de Angra e do Funchal, os arquipélagos portugueses dos Açores e da Madeira.
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Fátima: Santuário vai receber milhares de motociclistas na Peregrinação da Bênção dos Capacetes
