D. Virgílio Antunes recordou crise sanitária e afirmou que a humanidade e a sua salvação fazem parte do «plano amoroso de Deus»

Coimbra, 04 abr 2021 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra afirmou que a humanidade e a sua salvação fazem parte do “plano amoroso de Deus”, lembrando que se vivem tempos “atormentados pela crise sanitária” que se abateu sobre todos, na homilia de domingo de Páscoa.

“A notícia da ressurreição hoje de novo proclamada traz uma reposta nova às nossas perguntas e inquietações, às que surgem na nossa mente ávida de sentido e às que chegam do exercício das tarefas que temos de fazer para o progresso e para o aperfeiçoamento do nosso mundo”, disse D. Virgílio Antunes na Igreja da Sé Nova – Catedral de Coimbra.

Na homilia da Missa de Domingo de Páscoa, transmitida online pela Diocese de Coimbra, o bispo diocesano observou que a história mais recente tem sido “pródiga em interrogações, dúvidas”, e notícias de derrocadas de esperanças e de seguranças, bem como de “falências de objetivos sociais e económicos, políticos”.

  1. Virgílio Antunes assinalou que vivem tempos “atormentados pela crise sanitária” que se abateu sobre todos e sofrem “na própria carne” ao ver desagregar-se um tecido organizado de relações e equilíbrios que, “não sendo perfeito”, dava alguma segurança e garantias de futuro.

“Temos mais interrogações do que certezas acerca do percurso que havemos de fazer para sair destas situações, repetimos que é preciso resiliência, solidariedade, sentido do bem comum, defesa da dignidade da vida humana, amor nas relações pessoais, instauração de mais justiça e equidade, respeito pela criação. Pilares essenciais do caminho de renovação urgente à escala local e mundial”, desenvolveu.

Neste contexto, D. Virgílio Antunes realçou que a Páscoa de Jesus e a sua “mensagem de novidade e de renovação” inclui tudo isso, porque nada do que diz respeito à humanidade e à sua salvação “fica de fora do plano amoroso de Deus”.

“A ressurreição de Jesus constitui a notícia de Deus, a revelação do sentido último da nossa existência, que a partir da fé nos há de levar a um compromisso cada vez mais forte com a edificação do mundo em que vivemos”, acrescentou.

O bispo de Coimbra salientou que a ressurreição de Jesus trouxe “nova luz” que é necessária para enquadrar adequadamente o conhecimento do percurso da vida, o seu sentido, “os anseios do coração que são sempre de superação e de eternidade”.

CB/OC

Partilhar:
Share