Bispo diocesano sublinha importância do presépio, para «pensar para além do trabalho e das dores da vida»

Foto: C. M. Coimbra

Coimbra, 18 Dez 2019 (Ecclesia) – O Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, fez uma catequese de Natal aos Bombeiros Sapadores da cidade e considerou-os como “privilegiados da ação humanitária”.

Na sua catequese, gravada em vídeo nas instalações do quartel de bombeiros, D. Virgílio Antunes fez referência também ao presépio construído pelos soldados da paz porque “o mistério de Natal é esse desejo de ajuda, de auxílio e solidariedade”.

“O presépio engrandece e enobrece” o quartel dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, sublinhou o bispo.

O presépio da Companhia Municipal de Bombeiros Sapadores está instalado na Casa Municipal da Proteção Civil, mantendo uma tradição iniciada há mais de 90 anos.

Na reflexão natalícia aos bombeiros, D. Virgílio Antunes referiu também o último documento do Papa Francisco, ‘O Admirável Mistério’ sobre o presépio na tradição cristã.

“Aquilo que o Papa diz está aplicado na construção do presépio” feito pelos bombeiros.

O presépio “é um motivo de contemplação” porque “é necessário pensar para além do trabalho e das dores da vida”, afirmou.

O bispo de Coimbra felicitou aquela “iniciativa”, mas também o “trabalho realizado ao longo de todos os dias do ano em favor da vida e em favor do próximo”.

Já na sua Mensagem de Natal de 2019, D. Virgílio Antunes lamenta que nas últimas décadas se tenham perdido “alguns sinais importantes” da vivência da fé cristã e desta humanidade “que tanto se precisa de refazer”.

A partir das “coisas simples e pequenas”, como são “as figuras do presépio”, o bispo de Coimbra refere que estas representações “têm um alcance muito grande que podem ajudar a transformar” o coração das pessoas, disse na mensagem gravada junto ao presépio do quartel dos Bombeiros Sapadores de Coimbra.

O bispo de Coimbra pede “passos efetivos” na busca de soluções “para os problemas” da sociedade, desejando que todos procurem viver a vida a “partir de dentro” e “menos futilidades”.

“As futilidades contrastam radicalmente com o espírito do presépio e do Natal”, adverte o responsável, para quem, na “simplicidade e nas relações humanas”, os cristãos devem encontrar o verdadeiro espírito de Natal.

“Que a contemplação dos presépios construídos nas habitações e nas ruas seja “um encontro de abertura aos outros e a Deus”, concluiu D. Virgílio Antunes.

LFS/OC

Partilhar:
Share