« A voz do coração tem-se feito ouvir falar mais alto» – D. Virgílio Antunes

Coimbra, 01 abr 2021 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra elogiou hoje o “testemunho de amor” de quem se tem dedicado às vítimas da pandemia de Covid-19, nos últimos meses.

“Estamos muito sensibilizados com a onda de amor, potenciada pela situação de extrema debilidade que varreu a humanidade em tempos de pandemia”, referiu D. Virgílio Antunes, na homilia da Missa vespertina de Quinta-feira Santa, a que presidiu na Sé Nova.

O responsável católico evocou o testemunho de quem arrisca a vida para cuidar dos outros e os que estiveram na “linha da frente” da luta contra a pandemia.

“A voz do coração tem-se feito ouvir falar mais alto”, sustentou.

O bispo de Coimbra admitiu que o mundo não se muda “de um momento para o outro”, mas sublinhou a necessidade de valorizar os “pequenos passos” que se têm dado.

“Todos os campos em que se experimentam necessidade e debilidades são relevantes”, referiu, convidando a rejeitar um “desânimo que mata”.

A Igreja Católica celebra desde esta tarde o ciclo central do calendário católico ligado à morte e ressurreição de Jesus Cristo, pelo segundo ano consecutivo com limitações impostas pela pandemia de Covid-19.

“Esta Páscoa, que vivemos em tempos conturbados, há de levar-nos a um compromisso verdadeiramente eucarístico de celebrar e viver na caridade de Deus, que se tem de refletir na ação da nossa própria caridade”, observou o bispo de Coimbra.

Na celebração, que marca o início do Tríduo Pascal, a Igreja Católica evoca a instituição da Eucaristia e do sacerdócio.

“Agradecemos hoje a Deus por muitas vidas verdadeiramente eucarísticas, que se têm manifestado nestes tempos em que nos encontramos”, declarou D. Virgílio Antunes.

OC

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