Papa Francisco inscreveu Santa Faustina Kowalska, «apóstola» da misericórdia, no Calendário Geral Romano

Cidade do Vaticano, 18 mai 2020 (Ecclesia) – A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos divulgou hoje o Decreto para a celebração litúrgica de Santa Faustina Kowalska, “apóstola” da misericórdia, inscrita no Calendário Romano Geral como memória facultativa, a 5 de outubro.

O documento do organismo da Santa Sé destaca experiência espiritual da religiosa polaca, canonizada por São João Paulo II em 2000.

“Como um presente do Céu, viu no Senhor Jesus Cristo o rosto misericordioso do Pai e tornou-se anunciadora”, ressalta o decreto assinado pelo prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, cardeal Robert Sarah.

Santa Faustina (1905-1938), indica a Santa Sé, “entendeu que nenhuma miséria humana pode comparar-se com a misericórdia que jorra inexaurível do coração de Cristo”.

“Tornou-se, portanto, inspiradora de um movimento destinado a proclamar e implorar a Misericórdia Divina para o mundo inteiro”, ressalta ainda o texto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

A religiosa foi evocada esta manhã na Missa a que o Papa presidiu por ocasião do centenário do nascimento de São João Paulo II (1920-2005).

“Pensemos em quanto fez para que as pessoas entendessem a misericórdia de Deus. Pensemos como levou por diante a devoção a Santa Maria Faustina”, disse Francisco, na sua homilia.

João Paulo II determinou, no ano 2000, que o primeiro domingo a seguir à Páscoa, o segundo do Tempo Pascal, se passasse a denominar da “Divina Misericórdia”, no seguimento das indicações redigidas no ‘Diário’ de Santa Maria Faustina Kowalska.

Ainda hoje, o Papa Francisco assinou uma carta pela inauguração do ‘Instituto de Cultura São João Paulo II” na Universidade Pontifícia de São Tomás de Aquino (Angelicum).

“São João Paulo II é, ao mesmo tempo, o inspirador ,primeiro e mais importante artífice desta obra, com o rico e multiforme património que deixou e com o exemplo do seu espírito aberto e contemplativo, apaixonado por Deus e pelo ser humano, pela criação, pela história e pela arte”, realça.

Por ocasião deste centenário, o jornal do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano’ lançou uma app e uma edição especial de 16 páginas, com testemunhos sobre a vida de Karol Wojtyla e o seu pontificado – desde o patriarca ecuménico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu, ao ex-presidente polaco Lech Walesa, cofundador do sindicato ‘Solidariedade’ e prémio Nobel da Paz, para quem o seu compatriota “contribuiu para a queda do muro de Berlim e ao desmoronamento de todo o sistema”, de uma maneira “inteligente, pacífica e honesta”.

Mikhail Gorbachev, antigo líder soviético, destaca que, entre as “personalidades excecionais” que conheceu, “poucas” deixaram uma impressão tão forte como o Papa João Paulo II.

OC

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