Novo mandato inicia-se com a criação de um Observatório Social A Cáritas Portuguesa vai criar um Observatório Social, com o objectivo de conhecer de perto a realidade económica e social do país. O projecto foi anunciado no âmbito do Conselho Geral da organização, que esteve reunido este fim-de-semana, em Torres Novas, durante o qual tomaram posse os seus novos corpos sociais para o triénio 2006-2008. Eugénio da Fonseca, reconduzido no cargo de presidente da Cáritas Portuguesa, diz à Agência ECCLESIA que para este novo mandato, as prioridades são apontadas pelo próprio Papa, na sua encíclica “Deus caritas est”: “em primeiro lugar, procurarmos preserva a identidade da Cáritas, para que ela não perca este espírito de ser o rosto da caridade da Igreja”. Noutro sentido, este responsável considera essencial “a formação dos agentes a quem foi confiada a missão da pastoral social, seja a nível da paróquia, seja a nível diocesano ou nacional”. Procurando potenciar a comunhão entre as várias Cáritas, a direcção nacional quer fazer dos vários atendimentos sociais que se fazem pelo país um ponto de partida para o anunciado Observatório Social. A recolha de dados vai começar a ser feita no terceiro trimestre deste ano e os primeiros resultados podem estar disponíveis no início de 2007. “O Observatório Social surge da tomada de consciência de uma necessidade que não é nova para a Igreja. Já a metodologia da Acção Católica era esta do Observatório, que quer ver e julgar”, explica Eugénio da Fonseca. Para o presidente da Cáritas Portuguesa, este era um instrumento que se impunha “porque temos um manancial de informações – que não estão devidamente sistematizadas – que poderiam ajudar o planeamento pastoral e contribuir com os próprios poderes públicos”. Este responsável lembra que, nas 4 mil paróquias do país, existe diariamente um atendimento social a situações que “devidamente identificadas e caracterizadas poderão dar uma leitura da realidade concreta daquilo que é a situação de Portugal”. O processo inicia-se com a identificação, em cada diocese, de uma pessoa que possa animar esta metodologia de trabalho. Numa primeira fase, um máximo de cinco paróquias poderão entrar na dinâmica, desde que tenham atendimento organizado e uma tipologia diversificada. Os dados recolhidos são lidos, em primeira instância, na própria diocese e são, em seguida, enviados para a Cáritas Portuguesa. Aí serão analisados com o apoio de uma Universidade, adianta Eugénio da Fonseca. “As medidas que tomamos não podem estar desencarnadas das realidade”, alerta. Notícias relacionadas • Cáritas Portuguesa com nova direcção
