Lisboa, 11 jul 2022 (Ecclesia) – A aldeia de Bourasso, na Diocese de Nouma, noroeste do Burquina Faso, foi palco do mais recente ataque terrorista neste país africano, a 3 de julho, que provocou a morte de 14 pessoas.

“Homens armados entraram na aldeia já de noite, transportando-se aos pares, em motos, e dispararam sem contemplações para as pessoas que estavam reunidas em frente ao largo da igreja”, refere uma nota da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), enviada hoje à Agência ECCLESIA.

“Foi aterrador”, descreve à AIS um sacerdote católico que, por questões de segurança, se mantém no anonimato.

Depois do ataque junto à igreja, os homens “foram para o centro da povoação e mataram outras 20 pessoas, entre eles muitos cristãos e seguidores da religião tradicional africana.”

Segundo o padre contactado pela fundação pontifícia, “estas pessoas não têm nada a ver com política ou com estes grupos terroristas”.

“São atacadas quando não têm nada com que se defender. É uma confusão total”, acrescenta.

OC

 

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